Caros tricolores, a cortina se fecha para o primeiro ato da temporada. Com a pausa para a Copa do Mundo, é tempo de respirar fundo, analisar o que foi feito e, claro, passar a régua no desempenho do nosso Fluzão. E que semestre, meus amigos! Fomos do inferno de uma quase eliminação na Conmebol Libertadores a uma classificação heroica para as oitavas, e seguimos firmes no G-3 do Brasileirão. Um roteiro digno de Laranjeiras.
Agora, com a chegada do reforço de peso, Hulk, para o segundo semestre, a expectativa só aumenta. Mas antes de sonharmos com o que virá, é preciso fazer o balanço. Quem honrou o manto e chega em alta para a intertemporada? E quem ficou devendo e precisa de um chacoalhão? O ge fez a análise e nós, da Redação Tricolor, temperamos com a nossa paixão e análise. Vamos ao boletim do Time de Guerreiros.
Os Destaques da Máquina: Quem Arrebentou no Semestre
Nem só de angústia vive o torcedor das Laranjeiras. Tivemos motivos de sobra para sorrir e alguns nomes merecem todos os aplausos. São os guerreiros que carregaram o time nas costas e nos dão esperança de um futuro glorioso.
John Kennedy: O raio de Xerém finalmente vive sua temporada mais artilheira pelo Fluminense. Em um momento que a posição de centroavante era alvo de críticas, ele surgiu como a solução, calando os corneteiros com o que sabe fazer de melhor: gols. Já são nove bolas na rede no Brasileirão. Sim, ele está atrás de Viveros, do Athletico-PR (com 11), e de Pedro, do rival da Gávea (com 10), mas a sua importância para o nosso esquema é imensurável. Kennedy não é só um finalizador, é a personificação da raça tricolor.
Martinelli: Que retorno, meus amigos! Depois de uma lesão longa e chata, que nos deixou apreensivos, o nosso volante voltou com a classe de sempre. Foram duas partidas de altíssimo nível, contra o Deportivo La Guaira e o Cruzeiro, que mostraram o quão fundamental ele é. O assédio de clubes estrangeiros na janela de transferências é inevitável e nos causa calafrios. Mas, se a diretoria conseguir segurá-lo, teremos uma peça-chave para o restante da temporada. A qualidade de Martinelli é de outro patamar.
Guga: Chegou, viu e venceu. A lateral direita, que por vezes nos deu dor de cabeça, parece ter encontrado seu dono. Com atuações seguras e um nível visivelmente superior ao de seu concorrente, Samuel Xavier, Guga se firmou como titular absoluto. Foi uma das melhores notícias deste primeiro semestre, trazendo estabilidade para o setor defensivo e apoio qualificado ao ataque.
Savarino: O homem dos momentos decisivos. Pode até viver um ou outro jogo de irregularidade, mas quando o venezuelano está inspirado, ele decide. Compensa qualquer oscilação com gols importantes e, principalmente, supre uma carência histórica do Fluminense: a de um batedor de pênaltis confiável. Ter um especialista na marca da cal mostra o quão acertada foi sua contratação.
Lucho Acosta: A importância de um jogador muitas vezes é medida pela falta que ele faz. E foi exatamente isso que aconteceu com Lucho. O período em que esteve lesionado coincidiu com uma queda brusca no desempenho da equipe. Sem seu cérebro no meio-campo, a máquina tricolor perdeu o ritmo. Com ele em campo, o Flu reencontrou o caminho e somou pontos cruciais na Libertadores. Mesmo com alguma irregularidade, sua presença é vital.
Canobbio: A resiliência em pessoa. Mesmo quando o ataque vivia um período turbulento e as vaias ecoaram injustamente no Maracanã, o uruguaio não se escondeu. Manteve a titularidade na base da raça e respondeu com gols. Agora, vai para a Copa do Mundo com a Celeste, coroando sua regularidade. Em um ano longo e desgastante, ter um jogador com sua entrega e disponibilidade é um privilégio.
Sinal de Alerta: Quem Precisa de um Chacoalhão em Laranjeiras
Infelizmente, nem tudo são flores. Alguns jogadores que esperávamos mais, acabaram em baixa. A pausa para a Copa será fundamental para que eles reencontrem seu melhor futebol e voltem a ser úteis ao esquadrão de Laranjeiras.
Ganso: O caso mais emblemático e doloroso. O Maestro, que já foi titular absoluto e referência técnica, vive um ocaso melancólico. Afastado para negociar com outro clube, tem sido pouquíssimo utilizado pelo técnico Luis Zubeldía. O estopim foi o pedido para não jogar contra o Mirassol, que pegou pessimamente mal internamente. De pilar do time a terceira opção no banco, a queda é brusca e preocupante. Um talento de sua magnitude não merecia tal final.
Jemmes: A promessa que não se cumpriu, ao menos por enquanto. Após um Campeonato Carioca excelente que encheu a nação tricolor de esperança, seu rendimento caiu vertiginosamente. Não conseguiu manter o nível, oscilou e chegou a perder a titularidade para Ignácio. Vai para a pausa em baixa, precisando recalibrar a confiança.
Alisson: O futebol é cruel. Um erro cometido na partida contra o Vitória foi o suficiente para que ele fosse alvo de vaias no Maracanã. Um jogador que era uma opção útil na rotação do elenco agora precisa lidar com a desconfiança da torcida e um problema muscular. Tem potencial para reverter o cenário, mas a imagem deixada não foi boa.
Serna: Outro que parecia ter potencial para brigar por uma vaga no time titular, mas que acabou no fim da fila. Perdeu a disputa direta com Canobbio e ainda viu Soteldo passar à sua frente na hierarquia do ataque. A oportunidade existiu, mas ele não a agarrou. Terá que remar muito para recuperar o status que um dia pareceu possível.
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.