ZUBELDÍA ABRE O JOGO: A verdade por trás da queda do Fluminense e o fantasma de Thiago Silva

O sonho do título virou alerta. Zubeldía abre o jogo, revela o impacto da saída de Thiago Silva e explica a queda de rendimento do Fluzão. A análise que todo tricolor precisa ler.

Do Sonho ao Alerta: A Montanha-Russa do Fluzão no Brasileirão

Ah, nação tricolor, que primeiro semestre foi esse? Começamos a temporada com o peito estufado, vendo nosso Fluminense desfilar em campo com a autoridade de quem briga por tudo. O time comandado por Luis Zubeldía, embalado por vitórias categóricas no Carioca sobre Nova Iguaçu e nosso maior rival, parecia destinado a pintar o Brasil de verde, branco e grená. Mas o futebol, essa arte imprevisível, nos reservou uma montanha-russa de emoções.

A pausa para a Copa do Mundo chega como um momento de reflexão. De um lado, a satisfação de estarmos vivos em todas as frentes: Brasileirão, Libertadores e Copa do Brasil. Do outro, a amarga sensação de que o sonho do título nacional, que parecia tão palpável, ficou perigosamente mais distante. O que aconteceu com a máquina tricolor que encantava no início?

Um Início Digno de Esquadrão

Vamos rebobinar a fita. A estreia no Brasileirão foi um cartão de visitas: vitória por 2 a 1 sobre o Grêmio. O empate em 1 a 1 com o Bahia, fora de casa, deixou aquele gostinho de que poderíamos mais, tal a superioridade em campo. Na sequência, vitórias imponentes nos clássicos contra Botafogo e Vasco, consolidando nossa posição na parte de cima da tabela.

Os números não mentem. Na quinta rodada, já éramos o quarto colocado, com 10 pontos, apenas três atrás do líder São Paulo. A evolução continuou e, cinco rodadas depois, o esquadrão de Laranjeiras figurava em um esplêndido terceiro lugar, com 20 pontos, empatado com os mesmos paulistas e na cola do Palmeiras. O papo nos bares e nos grupos de WhatsApp era um só: o Fluminense era candidato real ao título. O G-4 era obrigação; a liderança, uma possibilidade concreta.

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A Curva Descendente: Onde o Motor Começou a Falhar

Tudo que é bom, infelizmente, pode ter um fim. O ponto de inflexão, aquele momento sutil que muda o rumo da história, parece ter sido o empate contra o Coritiba. O resultado em si não foi uma tragédia, mas marcou o início de uma tempestade perfeita: o desgaste do calendário insano, a polêmica sobre o adiamento do Fla-Flu, as oscilações na Libertadores… Aquele futebol dominante e seguro começou a dar lugar à instabilidade.

Nesse período, uma figura se agigantou: John Kennedy. Nosso Menino Maluquinho, com seu brilho individual, foi o herói que nos carregou nas costas em vitórias cruciais sobre Santos e Chapecoense. Seus gols, no entanto, eram como um analgésico potente: aliviavam a dor, mas não curavam a doença que já se instalava no coletivo da equipe.

A fase mais delicada não tardou. A derrota por 2 a 0 para o Bolívar, na sempre traiçoeira altitude, foi o estopim. Veio seguida por uma atuação irreconhecível contra o Internacional no Beira-Rio. Para completar o cenário desolador, um empate frustrante com o modesto Independiente Rivadavia pela Libertadores e o doloroso 2 a 2 contra o Vitória, dentro de um Maracanã incrédulo. A magia parecia ter se esvaído.

Zubeldía Confessa: O Vazio Deixado por Thiago Silva

Se o ataque ainda produzia lampejos, a defesa se tornou nosso calcanhar de Aquiles. E a razão tem nome e sobrenome: Thiago Silva. A saída do Monstro para o futebol europeu deixou uma cratera na nossa zaga, um vazio de liderança, técnica e organização que ainda não conseguimos preencher. O próprio Luis Zubeldía, em um raro momento de sinceridade, admitiu o impacto devastador dessa ausência.

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Nas palavras do nosso treinador: “Não podemos esquecer que tivemos que montar uma nova dupla de zaga. Somos um time muito ofensivo, muito ofensivo mesmo. Outro dia estavam me falando que o Fluminense é um dos times que mais gera expectativa de gol no Brasileirão. Acho que só Palmeiras, ou Palmeiras e Flamengo, têm mais gols marcados do que nós. E, ao mesmo tempo, temos sofrido muitos gols.”

Zubeldía continuou, e aqui está o cerne da questão: “Quando cheguei, em setembro, a presença de um jogador como Thiago Silva na defesa não era um detalhe pequeno. Estamos falando de um jogador com experiência absurda, liderança, segurança e influência sobre os companheiros. Desmontar essa estrutura e montar outra rapidamente não é fácil.” Uma confissão que ecoa o sentimento de cada tricolor. A estatística de 11 jogos seguidos sofrendo gols é a prova cabal dessa ferida aberta.

A Paciência da Torcida e o Caminho a Seguir

O professor argentino também não passou ileso. A turbulência trouxe à tona críticas da torcida, principalmente pela aparente demora em fazer alterações e pela resistência em dar chances a jogadores que pediam passagem, como nos casos emblemáticos das laterais com Guga e Arana. A teimosia, por vezes, custou caro.

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Agora, com a pausa, é tempo de lamber as feridas, ajustar a rota e reencontrar o caminho. O sonho do título brasileiro ficou mais distante, é verdade. Mas este é o Fluminense. O Time de Guerreiros não se entrega. Ainda estamos vivos, ainda temos um elenco qualificado e um treinador que, apesar das críticas, já mostrou do que é capaz. Que essa pausa sirva para que a máquina tricolor volte a funcionar em sua plenitude. Porque nós, a torcida das Laranjeiras, estaremos aqui, prontos para empurrar o time até o fim. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.