HERÓI TRICOLOR! Torcedor do Fluminense impede bandeirão vermelho e preto no Maracanã e vira lenda

No Maracanã, um tricolor mostrou quem manda. Viu um bandeirão vermelho e preto subindo e disse: 'Aqui não!'. A atitude viralizou e roubou a cena.

Torcedor do Fluminense impediu bandeirão em Brasil x Panamá (Foto: Reprodução)

AQUI NÃO! A ATITUDE DE UM TRICOLOR QUE PAROU A INTERNET

Em uma tarde de domingo que deveria ser apenas sobre a Seleção Brasileira, um nobre torcedor do Fluminense roubou a cena e nos encheu de um orgulho indescritível. No palco sagrado do Maracanã, durante o amistoso entre Brasil e Panamá, a Nação Tricolor foi representada por um ato de pura vigilância e amor clubístico.

Enquanto as equipes entravam em campo, uma tentativa ousada e, sejamos francos, de péssimo gosto, foi feita: a subida de um imenso bandeirão vermelho e preto. Cores que, para qualquer um com o mínimo de decência estética e futebolística, causam imediata repulsa. Foi então que nosso herói anônimo, um tricolor de alma e coração, se interpôs. Com a dignidade de quem defende seu lar, ele simplesmente impediu que a aberração cromática subisse, garantindo a pureza visual de nossa casa.

A cena, capturada por dezenas de celulares, viralizou instantaneamente. Nas redes sociais, o debate foi intenso, mas para nós, das Laranjeiras, não há debate: foi um ato de bravura. Um lembrete de que o Maracanã tem dono e ele veste as três cores que traduzem tradição.

O EQUÍVOCO NOBRE: PATROCINADOR OU RIVAL? POUCO IMPORTA

A apuração jornalística, feita pelo portal Lance!, revelou mais tarde que o tal bandeirão pertenceria a um patrocinador. Um detalhe. Um mero detalhe. Para o tricolor que estava ali, no calor do momento, a visão daquelas cores nefastas ativou um instinto de proteção milenar.

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Ele não viu uma marca. Ele viu uma afronta. Ele reagiu não com a razão fria de um executivo de marketing, mas com a paixão ardente de quem conhece a história dos clássicos e a rivalidade que move o futebol carioca. E, no fim das contas, quem pode culpá-lo? A associação é imediata, o reflexo é pavloviano. Vermelho e preto em nosso território? Jamais.

A confusão, se é que podemos chamar assim, apenas engrandece o feito. Mostra que o torcedor do Fluzão está sempre alerta, sempre pronto para defender nossas cores, mesmo que o ‘inimigo’ seja apenas um deslize publicitário. A intenção é o que conta, e a intenção foi a mais nobre de todas: proteger a identidade tricolor.

ENQUANTO ISSO, NO GRAMADO… UMA GOLEADA PARA DISTRAIR

Enquanto o verdadeiro espetáculo acontecia na arquibancada, um jogo de futebol se desenrolava no gramado. A Seleção Brasileira, comandada por Carlo Ancelotti, correspondeu à bela festa da torcida (a parte que não foi ofuscada por bandeiras de mau gosto) e aplicou uma sonora goleada de 6 a 2 sobre a seleção do Panamá.

A máquina ofensiva do Brasil funcionou, para deleite dos presentes. Foi uma vitória maiúscula que serviu como um agradável pano de fundo para o ato heroico de nosso confrade tricolor. Os gols da partida foram:

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  • Brasil: Vini Jr, Casemiro, Rayan, Paquetá, Igor Thiago e Danilo Santos.
  • Panamá: Murillo e Harvey.

PRIMEIRO TEMPO MORNO, SEGUNDO TEMPO DE SHOW

A partida, no entanto, teve dois atos distintos. No primeiro tempo, o Brasil até saiu na frente com Vini Jr logo aos dois minutos. Contudo, um gol de Murillo aos 13, que desviou em Matheus Cunha e enganou Alisson, deixou a equipe em ritmo de amistoso, com o freio de mão puxado. A equipe de Ancelotti parecia pouco inspirada, oferecendo espaços. Coube a Vini Jr, novamente, cruzar para Casemiro marcar aos 38 minutos e nos levar para o intervalo com a vantagem.

Na segunda etapa, a história foi outra. Com impressionantes dez alterações, o Brasil voltou com outra postura. A intensidade aumentou, e logo aos sete minutos, o jovem Rayan marcou um golaço. A partir daí, o domínio foi absoluto. Paquetá ampliou, Igor Thiago sofreu e converteu um pênalti, e Danilo Santos fechou a conta. Os panamenhos ainda descontaram com Harvey, mas era tarde demais. A vitória estava selada.

A VERDADEIRA VITÓRIA FOI NA ARQUIBANCADA

O placar de 6 a 2 foi elástico. A atuação no segundo tempo foi convincente. Mas, para a torcida que entende de futebol e de rivalidade, o grande momento do domingo no Maracanã não teve a ver com a bola na rede. Teve a ver com identidade, com pertencimento e com a coragem de um torcedor que, sozinho, representou milhões.

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Aquele tricolor não impediu apenas a subida de um pano. Ele reafirmou um princípio. Ele nos lembrou que ser Fluminense é mais do que torcer; é ser guardião de uma história. Que sua atitude sirva de inspiração. No Maracanã, e em qualquer lugar, as três cores sempre prevalecerão. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.