A DUPLA FACE DO FLUZÃO: John Kennedy decide, Cano irrita e defesa vive drama

O Urso decide mais uma vez com um golaço, mas nem tudo são flores no empate contra o Cruzeiro. Enquanto JK brilha, Cano decepciona. Veja a análise completa.

Um empate com sabor de Fla-Flu, digo, de vitória e derrota

Há noites que desafiam a lógica, que nos fazem transitar da agonia ao êxtase em segundos. O empate contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão, foi uma dessas obras do acaso que só o futebol pode nos proporcionar. De um lado, a genialidade errática de John Kennedy, o nosso Urso, que mais uma vez provou ser o homem dos momentos decisivos. Do outro, uma atuação preocupante de ídolos e um drama defensivo que nos tirou o sono. Saímos com um ponto, mas com a cabeça a mil, questionando o que, afinal, aconteceu.

A partida, válida pela 18ª rodada do Campeonato Brasileiro, foi um retrato fiel do nosso momento: um time competitivo, capaz de se postar com inteligência mesmo fora de casa e sem o comandante à beira do campo, mas que ainda flerta perigosamente com seus próprios erros. A estratégia reativa, montada à distância, teve sucesso. Fomos sólidos, fomos guerreiros. Mas uma fatalidade, um desvio infeliz, nos roubou a glória completa. E é nesse detalhe que mora a análise mais fria.

John Kennedy: O Herói Imperfeito que Amamos

Vamos direto ao ponto: John Kennedy. O camisa 9, segundo a análise do portal ge, cometeu erros. Muitos. Limitou, em vários momentos, nossa capacidade de criar. E, no entanto, quem se importa? O futebol não é uma planilha de Excel, é uma tela a ser pintada. E, nela, JK é o nosso artista mais dramático.

Enquanto a torcida das Laranjeiras roía as unhas com passes errados e decisões apressadas, ele guardava o melhor para o momento certo. Em um lampejo, em uma daquelas combinações que só ele parece enxergar, criou uma chance que resultou em um chutaço de Savarino e, não contente, guardou o seu. Um belo gol, com a marca registrada do predestinado. Nota 6.5, dizem os analistas. Para a nação tricolor, a nota é uma só: incalculável. Ele é a prova viva de que, no futebol, um acerto pode apagar uma infinidade de erros.

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O Silêncio Inquietante de Germán Cano

Se Kennedy foi o yin, Germán Cano foi o yang. E isso dói na alma de qualquer tricolor. O artilheiro que nos acostumamos a reverenciar viveu uma noite de pesadelo. A avaliação é dura, mas precisa ser dita: nota 4.0. Uma performance que, segundo a fonte, beirou o nulo. “Não consegue dar continuidade a uma jogada sequer”, aponta a análise. “Contribui muito pouco em campo”.

O golpe mais duro, contudo, foi a chance de ouro. Aquela bola que, em 99 de 100 ocasiões, estaria no fundo da rede. Desta vez, não. Uma finalização ruim, uma oportunidade desperdiçada que poderia ter nos dado a vitória. Não se trata de caça às bruxas, mas de uma preocupação genuína. Onde está o Cano que faz o ‘L’ e nos faz sorrir? A torcida espera, com paciência e apoio, pelo seu retorno.

Defesa de Duas Caras: Entre a Glória e a Insegurança

Nossa retaguarda foi um microcosmo do time. Tivemos um zagueiro em estado de graça, descrito como “um dos melhores em campo”. Um verdadeiro monstro que ganhou todas as bolas pelo alto e ainda se deu ao luxo de servir Cano com um passe de cabeça. Um pilar de segurança.

Ao seu lado, porém, o drama. Outro defensor, visivelmente “inseguro”, que hesitava em decisões e cometia erros simples, atípicos de sua trajetória no clube. Para coroar a noite infeliz, o azar bateu à sua porta no desvio que resultou no gol do Cruzeiro. Não há como culpá-lo pela fatalidade, mas a insegurança é um sinal de alerta que pisca em vermelho.

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Nesse cenário, vale destacar a intervenção de Samuel Xavier, que entrou para dar solidez à lateral-direita ao lado de Guga, fechando espaços e ajudando na construção. E, claro, nosso paredro debaixo das traves, Fábio, que operou um milagre em chute de Lucas Romero, mas, assim como seu zagueiro, foi traído pelo desvio no lance do gol. Uma noite de trabalho intenso e ingrato.

As Notas do Esquadrão Tricolor

Com base na análise da partida, eis o veredito sobre as atuações individuais dos nossos guerreiros:

  • Fábio (GOL): Nota 6.0. Operou uma defesaça espetacular, mas foi vítima da fatalidade no gol sofrido. Noite ingrata para o paredão.
  • Um dos zagueiros: O melhor da defesa. Imperial no jogo aéreo e ainda serviu o ataque. Um leão em campo.
  • O outro zagueiro: Uma noite para esquecer. Claramente inseguro, errou lances bobos e teve o azar de desviar a bola no gol adversário.
  • Samuel Xavier (LAT): Nota 5.0. Entrou para cumprir uma função tática importante e não comprometeu, ajudando a fechar a defesa.
  • John Kennedy (ATA): Nota 6.5. O herói imperfeito. Errou bastante, mas quando acertou, foi para decidir com um golaço. O nome do jogo.
  • Germán Cano (ATA): Nota 4.0. Uma atuação fantasmagórica. Contribuiu pouco e, pior, perdeu uma chance claríssima de gol. Preocupante.

Ao fim e ao cabo, o sentimento é de ambiguidade. Um ponto fora de casa, em um estádio difícil, é sempre valioso. Mas a forma como o jogo se desenrolou deixa aquela pulga atrás da orelha. Temos um herói improvável em John Kennedy, mas não podemos depender apenas de seus lampejos. É preciso que todo o esquadrão de Laranjeiras reencontre sua melhor forma. A caminhada é longa, e cada ponto, cada gol, cada atuação, conta. E como conta.

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.