Milagre na Bolívia? Jogo do Bolívar sai da altitude e ausência de craque pode salvar o Fluminense

O destino do Fluzão na Libertadores será decidido a quilômetros de distância. Uma reviravolta na Bolívia pode ser a salvação do Time de Guerreiros.

Estádio Ramon Tahuichi Aguilera, em Santa Cruz de la Sierra — Foto: Divulgação/Operário-MS

O Destino do Fluzão Longe do Maracanã

Nesta quarta-feira, caros tricolores, nossos corações não baterão apenas ao ritmo do que acontecer no Maracanã. A partir das 21h30, parte da nossa alma estará em Santa Cruz de la Sierra, onde o destino do Fluminense na Conmebol Libertadores será selado. É lá que Bolívar e Independiente Rivadavia se enfrentam, e é de lá que esperamos as notícias que podem manter vivo o sonho da América.

Enquanto o Time de Guerreiros faz sua parte contra o Deportivo La Guaira em nossos domínios, a nação tricolor estará de olho no outro confronto do Grupo C. A matemática, essa senhora por vezes cruel, desta vez nos oferece um roteiro claro, ainda que angustiante. A classificação para as oitavas de final depende, fundamentalmente, de um tropeço boliviano.

Uma Ajuda Divina: Adeus aos 3.650 Metros de Altitude

Parece que os deuses do futebol, em um raro momento de benevolência, decidiram nos dar uma mão. A partida, que originalmente seria disputada na desumana altitude de 3.650 metros de La Paz, foi transferida. Graças ao caos político que assola a capital boliviana, a Conmebol, em um ato de sensatez, moveu o jogo para o estádio El Tahuichi, em Santa Cruz de la Sierra.

O que isso significa? Significa que o Bolívar perdeu seu maior aliado: o ar rarefeito que sufoca adversários e transforma jogos em verdadeiros suplícios. A partida será disputada ao nível do mar, em condições normais de temperatura e pressão. Um alívio monumental para o Independiente Rivadavia e, por tabela, para todos nós. É quase como se começássemos o jogo com um gol de vantagem no placar moral.

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A Calculadora na Mão: O Que Precisa Acontecer

Vamos ao que interessa, à pura e fria matemática que definirá nossa noite. O cenário é simples e não permite margem para erros de interpretação. O Fluzão precisa que o Bolívar não vença seu jogo.

  • Se o Bolívar empatar: A responsabilidade cai inteiramente em nossos ombros. Precisaremos de uma vitória contra o La Guaira no Maracanã para carimbar a vaga.
  • Se o Bolívar perder: O cenário mais poético. Uma derrota dos bolivianos nos classifica até mesmo com um empate em casa. Seria a consagração daquela máxima de que a sorte, às vezes, sorri para quem persiste.

Qualquer outro resultado, ou seja, uma vitória simples do Bolívar, encerra nossa jornada na competição. É tudo ou nada, e parte desse “tudo” não depende de nós.

Um ‘Amigo’ Argentino e um Goleador Ausente

O Independiente Rivadavia, já classificado como líder, não entra em campo apenas para cumprir tabela. A equipe argentina luta para ter a melhor campanha geral da fase de grupos, o que lhe garantiria o direito de decidir todos os confrontos de mata-mata em casa até a semifinal. É um objetivo nobre e que, felizmente, converge com nossos interesses.

E as boas notícias não param na mudança de altitude. O principal jogador do adversário, o artilheiro da Libertadores, Alex Arce, não estará em campo. Com oito gols na competição, o paraguaio foi liberado para se apresentar à sua seleção. É um desfalque de peso, um torpedo a menos apontado em nossa direção. No entanto, nem tudo são flores: o atacante colombiano Sebastián Villa, que ficou de fora da lista final de sua seleção, está confirmado para o jogo, exigindo atenção da defesa boliviana.

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O Dever de Casa do Esquadrão de Laranjeiras

De nada adiantará secar, torcer ou acender velas se o Fluminense não fizer o seu dever. O Bolívar, por sua vez, sabe que uma vitória simples o classifica. Com um técnico novo, Alejandro Restrepo, contratado na última semana, e com força máxima (o único desfalque é Mena, por lesão), eles virão com tudo.

Cabe ao nosso esquadrão entrar no Maracanã com a faca entre os dentes. É preciso vencer o Deportivo La Guaira e mostrar que, quando a oportunidade aparece, o Time de Guerreiros está pronto para agarrá-la. A noite promete ser de pura tensão, com um olho no gramado sagrado do Maraca e outro no celular, acompanhando cada lance que vem da Bolívia. Que a sorte e a competência andem de mãos dadas. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.