REVIRAVOLTA NA LIBERTA: Arce fora, Villa dentro e caos na Bolívia podem salvar o Fluminense

O destino do Fluzão na Libertadores passa por um jogo caótico na Bolívia. Desfalque de artilheiro, reforço de última hora e caos político podem ajudar.

Alex Arce foi campeão da Copa da Argentina com o Independiente Rivadavia — Foto: Reprodução / Instagram

O Destino do Fluzão em Jogo: Mais que 90 Minutos, uma Novela

Atenção, nação tricolor! Preparem os corações, os terços e as calculadoras. A nossa caminhada na Conmebol Libertadores ganhou contornos de um roteiro cinematográfico digno de Oscar. Enquanto o Fluzão tem o dever de casa de vencer o Deportivo La Guaira no Maracanã, nossos olhos e esperanças estarão voltados para um duelo caótico na Bolívia: Bolívar contra Independiente Rivadavia. A nossa classificação para as oitavas de final depende, ironicamente, de um tropeço dos bolivianos.

Nesta quarta-feira, o destino do Time de Guerreiros será escrito a milhares de quilômetros de distância. E as notícias que chegam do confronto são uma montanha-russa de emoções, com reviravoltas que nem o mais criativo dos dramaturgos poderia prever. Há uma notícia péssima e uma esperança que surge do inesperado. Vamos aos capítulos desta novela.

Uma baixa crucial e um reforço de última hora

A notícia ruim, e é preciso dizer, é um balde de água fria: o Independiente Rivadavia não terá seu principal jogador. Alex Arce, o artilheiro implacável da Libertadores com oito gols no currículo, foi liberado para se juntar à seleção do Paraguai para os amistosos de preparação para a Copa do Mundo. Sim, o goleador da competição não estará em campo para nos ajudar. Um desfalque que, em teoria, enfraquece drasticamente a equipe argentina.

Mas o futebol, em sua essência, é pura poesia e contradição. Se uma porta se fecha, uma janela se abre. A boa notícia, e que pode ser decisiva, envolve o atacante colombiano Sebastián Villa. Inicialmente, ele estava pré-convocado entre 55 jogadores para treinar com a seleção colombiana e parecia certo que desfalcaria o Rivadavia.

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Contudo, o destino sorriu para o lado tricolor. A lista final da Colômbia para o Mundial foi divulgada, e o nome de Villa não estava nela. Com isso, ele está, em tese, liberado para jogar. Segundo informações apuradas pelo portal ge, o clube argentino ainda aguarda a liberação oficial, mas já se movimenta nos bastidores para garantir a presença de seu segundo principal jogador em campo. Uma injeção de qualidade que pode equilibrar a partida.

Caos político na Bolívia: A altitude não é mais o problema

Como se a trama não estivesse complexa o suficiente, um fator externo mudou completamente o cenário do jogo. A Conmebol, em uma decisão drástica, retirou a partida da altitude de La Paz. O motivo? Uma onda de caos político e instabilidade social que toma conta da capital boliviana, com greves e protestos em massa.

Originalmente, o Bolívar contaria com sua maior aliada: a altitude de 3.650 metros do Estádio Hernando Siles. Um terror para qualquer adversário. Agora, o jogo será disputado no Estadio Ramón Aguilera Costas, em Santa Cruz de la Sierra, a meros 428 metros acima do nível do mar. Uma mudança que nivela, e muito, as condições físicas do confronto.

É irônico pensar que a conjuntura política de um país vizinho pode ter um impacto direto na nossa campanha. O esquadrão de Laranjeiras, que já provou seu valor ao vencer o mesmo Bolívar por 2 a 1 e se manter vivo, agora vê um de seus maiores fantasmas, a altitude, ser neutralizado por forças que vão muito além do futebol.

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A matemática do milagre tricolor

A conta para a classificação é clara, direta e angustiante. Não há margem para erros ou interpretações. O técnico Luis Zubeldía e seus comandados sabem o que precisam fazer no dia 27, data da última e decisiva rodada do Grupo C.

Primeiro, e mais importante: o Fluminense precisa vencer o Deportivo La Guaira, no Maracanã. É a nossa parte, a nossa obrigação. A torcida das Laranjeiras certamente transformará nosso estádio em um caldeirão para empurrar o time.

Segundo, e aqui entra a nossa torcida à distância: precisamos que o Bolívar não vença o Independiente Rivadavia. Um empate ou uma derrota dos bolivianos em Santa Cruz de la Sierra nos coloca nas oitavas de final. É simples assim. E, ao mesmo tempo, complexo de doer.

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O palco está montado para uma noite de pura emoção. De um lado, nossa garra no Rio de Janeiro. Do outro, um duelo com desfalque de artilheiro, reforço inesperado e sem a temida altitude. É o tipo de cenário que foi feito para o Fluminense. É hora de acreditar. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.