O Silêncio que Diz Tudo: Nosso Paredão Manda o Recado
Em noite de vitória crucial pela Libertadores, o Fluminense não apenas venceu o Bolívar por 2 a 1, mas também viu um de seus pilares dar uma aula de elegância e sinceridade. Aos 45 anos, o gigante Fábio, mais uma vez impecável debaixo de nossas traves, foi questionado sobre a recente convocação da Seleção Brasileira e, com a classe que lhe é peculiar, não se furtou a expor o que muitos de nós, tricolores, já pensávamos.
Enquanto alguns se contentam com afagos e tapinhas nas costas, nosso goleiro mandou a real. A convocação de Carlo Ancelotti, que optou pelo trio Alisson, Ederson e Weverton, foi o estopim para uma reflexão ácida e necessária. Com a serenidade de quem já viu de tudo no futebol, Fábio alfinetou os critérios da CBF, deixando no ar um incômodo que ecoa forte em Laranjeiras.
A Alfinetada Elegante na CBF
Perguntado se nutria alguma expectativa de ver seu nome na lista, a resposta de Fábio foi um misto de desabafo e declaração de princípios. Ele não citou nomes, não precisou. A crítica foi direcionada ao sistema, à lógica por trás das escolhas. Segundo nosso paredão, o critério parece ser a “história construída”, e não necessariamente o momento atual.
“Às vezes não é quem está no melhor momento, mas todos têm seus méritos e qualidades”, ponderou, antes de soltar a frase que resume o sentimento de injustiça: “Infelizmente, dentro do futebol, e a gente viu aí nessa última convocação, não eu, dentro de quem não foi convocado que estava na lista, muita coisa que aconteceu que é melhor ficar quieto, né”. Um silêncio ensurdecedor, que fala mais que mil palavras.
Ele ainda relembrou, com uma ironia fina, as desculpas do passado. “Há uns 10, 12 anos eles falavam que não podiam me levar porque queria levar jogadores mais novos”, disse. Hoje, com 45 anos e atuando em altíssimo nível, a narrativa muda, mas a ausência permanece. A coerência, pelo visto, não é o forte por lá.
“Minha Seleção é o Fluminense”: A Declaração de Lealdade
O ponto alto, no entanto, foi quando Fábio deixou claro para quem ele joga. Para a nação tricolor, suas palavras soaram como música. Ele não busca a aprovação da CBF, seu compromisso é outro, muito maior. É com o manto que ele veste e a história que ele honra.
“Eu não faço o meu melhor pela CBF, não. Eu faço o meu melhor para Deus e para o Fluminense e as equipes que eu tive a oportunidade de jogar, que foi o Cruzeiro. Eu faço sempre o melhor para eles, esse que é o meu foco. A minha Seleção é eu fazer o melhor todo dia, a minha história diz por si”, cravou o goleiro. Para nós, torcedores, não poderia haver declaração mais potente. A Seleção dele somos nós, nas arquibancadas, empurrando o Time de Guerreiros.
A Batalha na Libertadores: A Calculadora na Mão
A vitória sobre o Bolívar foi fundamental, mas a situação no grupo ainda exige atenção e, claro, uma boa dose de torcida. Com o resultado de 2 a 1, o Fluzão empatou em pontos com a equipe boliviana, mas o esquadrão de Laranjeiras ainda corre atrás no critério de confronto direto. A derrota por 2 a 0 em La Paz pesa na matemática.
O cenário para a última rodada é claro: precisamos fazer a nossa parte e secar o rival. O Nense enfrentará o La Guaira, novamente no Maracanã, e precisa vencer de qualquer maneira. Além disso, teremos que torcer para que o Bolívar não vença o já classificado Independiente Rivadavia, mesmo jogando na altitude de La Paz. Se houver empate em pontos, a vantagem, infelizmente, é deles. A guerra ainda não acabou.
Próximos Compromissos do Fluzão
A máquina tricolor não para. A agenda está cheia e cada partida é uma decisão. Fique ligado nos próximos desafios do nosso Fluminense:
- vs. Mirassol (Fora): 23/05, às 19h (de Brasília) – Brasileirão
- vs. La Guaira (Casa): 27/05, às 21h30 (de Brasília) – CONMEBOL Libertadores, com transmissão ao vivo no plano premium do Disney+
- vs. Cruzeiro (Fora): 31/05, às 20h30 (de Brasília) – Brasileirão
Enquanto a CBF se perde em seus critérios questionáveis, nós temos a certeza de ter um gigante defendendo nossa meta. A injustiça com Fábio só aumenta nossa admiração por ele. Sua verdadeira convocação é a cada jogo, pelo Fluminense. E para essa, ele nunca falta.
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.