FÁBIO MANDA A REAL SOBRE SELEÇÃO E FAZ ALERTA: ‘MELHOR EU FICAR QUIETO’

Após vitória do Fluzão, goleiro Fábio não se cala sobre ausência na Seleção e solta o verbo, insinuando bastidores polêmicos: 'é melhor eu ficar quieto'.

A verdade que a CBF não quer ouvir

A noite de terça-feira no Maracanã foi um turbilhão de emoções para a nação tricolor. A vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar, que deveria ser um alívio, veio com um gosto agridoce de angústia. Mas foi fora das quatro linhas, no microfone, que a verdadeira bomba explodiu. Nosso paredão, o gigante Fábio, em mais uma atuação segura, foi questionado sobre sua ausência perene nas listas da Seleção Brasileira e, com a elegância que lhe é peculiar, não se furtou a dizer umas verdades.

Em um desabafo que mistura resignação e uma fina ironia, Fábio deixou claro para quem ele joga. “Eu não faço meu melhor pela CBF. Faço meu melhor para Deus, para o Fluminense e as equipes que eu tive a oportunidade jogar, o Cruzeiro”, disparou o goleiro. Uma declaração de lealdade que ecoa nos corações de cada tricolor. Ele não joga para agradar cartolas, ele joga por nós.

A fala continuou, cirúrgica. “Minha seleção é eu fazer meu melhor todo dia e a minha história diz por si. Deus me justifica.” Que bofetada de luva naqueles que, ano após ano, ignoram um dos maiores goleiros em atividade no país. A história, Fábio, fala por si. E ela é gigantesca.

‘Melhor eu ficar quieto’: O que não foi dito

O ponto alto da entrevista, no entanto, foi quando nosso camisa 1 tocou na ferida dos critérios de convocação. Com a memória de um elefante, ele lembrou das desculpas do passado. “Há dez, doze anos falavam que não me levavam porque queriam jogadores mais novos.” Hoje, essa desculpa já não cola mais, e ele sabe disso.

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Fábio, com a sabedoria de quem já viu de tudo no futebol, analisou: “Quem tá lá foi pela história que construiu, os critérios são bem diferentes. Às vezes não é quem está no melhor momento, mas todos têm seus méritos e suas qualidades.” Uma análise fria, quase acadêmica, que precedeu o golpe final. A frase que deixou uma pulga atrás da orelha de todo o mundo do futebol.

“Infelizmente, dentro do futebol, a gente viu nessa convocação, dentro de quem não foi, muita coisa aconteceu que é melhor eu ficar quieto”, concluiu. O silêncio que se seguiu a essa frase foi mais ensurdecedor que qualquer grito. O que sabe Fábio que nós apenas suspeitamos? A frase paira no ar, uma denúncia velada, um convite à reflexão sobre os bastidores nem sempre republicanos do nosso futebol. Sim, Fábio, às vezes, o silêncio fala mais alto.

Uma vitória para acreditar, mas com a calculadora na mão

Enquanto Fábio dava uma aula de sinceridade, em campo, o Fluzão nos proporcionava mais um capítulo de sua saga de emoções fortes na Libertadores. Foi uma vitória, sim, por 2 a 1. Mas uma vitória que nos deixou por um fio.

O time começou avassalador, em uma sintonia perfeita com as arquibancadas pulsantes do Maracanã. Pressionamos, encurralamos e o gol parecia questão de tempo. E ele veio. Mas, como tem sido uma tônica dolorosa, a máquina tricolor pareceu desligar após a vantagem. Faltou eficácia, faltou matar o jogo. E no futebol, quem não faz, leva. A defesa, em um momento de desatenção, viu o Bolívar empatar, jogando um balde de água gelada na confiança do time e da torcida.

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O segundo tempo foi um teste para os nervos. A torcida, impaciente, via um time que errava passes e não conseguia se reencontrar. O técnico adversário, Cuberas, sentiu o bom momento e lançou seu time ao ataque com a entrada de Castillo. O esquadrão de Laranjeiras perdeu a organização, mas foi na base da pressão que voltou a ameaçar. E foi aí que brilhou a estrela do predestinado. Aos 25 minutos, John Kennedy, o homem dos momentos decisivos, nos deu a vitória. Uma vitória magra, sofrida e que, infelizmente, não resolvia nossa vida.

O Fluminense é para quem acredita

Agora, a situação é delicada. Para nos classificarmos, a matemática é clara e um tanto cruel. O Fluminense precisa fazer sua parte e vencer o Deportivo La Guaira no Maracanã. Além disso, teremos que secar, e muito, o Bolívar em seu jogo contra o Independiente Rivadavia. Um empate ou derrota dos bolivianos é o que nos serve.

Mas quem melhor para resumir o sentimento do que o próprio Fábio? “O torcedor já vivenciou várias situações ao longo da história do clube em que as coisas pareciam que não aconteceriam. Tem até a frase que o Fluminense é pra quem acredita. A gente vai acreditar até o final.”

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É isso. O Fluminense é para os fortes, para os que não desistem, para os que creem no improvável. Antes da Libertadores, porém, o foco se volta para o Campeonato Brasileiro. No sábado (23), temos um compromisso contra o Mirassol, fora de casa. Um passo de cada vez, Nense. Um passo de cada vez, sempre acreditando. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.