FÁBIO MANDA A REAL SOBRE SELEÇÃO E CRAVA: ‘NÃO FAÇO MEU MELHOR PELA CBF’

Nosso paredão Fábio não mediu palavras ao falar da Seleção. Adivinha para quem ele dedica seu talento? Para o Fluzão e mais ninguém. Confira a declaração!

Fábio é destaque pelo Fluminense — Foto: AFP

‘Minha Seleção é o Fluminense’

A noite era de festa no Maracanã. Vitória por 2 a 1 sobre o Bolívar, pela Libertadores, com o Time de Guerreiros mostrando sua força. Mas, como em toda boa ópera, o ato final guardava a ária mais potente. E ela veio na voz serena, mas firme, do nosso paredão: Fábio. Questionado sobre a sua ausência perene nas listas da seleção brasileira, o gigante não titubeou. Entregou uma das declarações mais tricolores que um jogador poderia dar.

“Não faço meu melhor pela CBF, não. Faço meu melhor pra Deus e para o Fluminense”, disparou, com a tranquilidade de quem sabe o valor que tem. E para quem mais ele joga? “Para as equipes que tive a oportunidade de jogar, como o Cruzeiro. Eu faço sempre o melhor pra eles, e principalmente pra Deus, porque ele que me concede saúde. Então esse que é meu foco.”

Que tapa de luva, nação tricolor! Em um mundo de discursos prontos e assessoria de imprensa, ouvir um ídolo colocar o Fluzão em seu devido lugar – no altar de suas prioridades – é música para os nossos ouvidos. A seleção dele, como ele mesmo disse, é outra: “Minha seleção é eu fazer meu melhor todo dia, e a minha história fala por si e Deus me justifica”. Não precisamos de mais nada.

A Hipocrisia da CBF: Prêmio Sim, Convocação Não

E aqui a história ganha contornos de uma ironia fina, digna de Machado de Assis. A mesma CBF que ignora Fábio em suas convocações foi a que, em fevereiro, o elegeu o melhor goleiro do mês do Brasileirão. É uma contradição que beira o cômico, se não fosse trágica para o futebol brasileiro.

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Fábio, aos 45 anos, não é apenas um goleiro em atividade; ele é um fenômeno. Ele lembrou que, no passado, a desculpa era a idade. “Antes, há uns 10, 12 anos atrás, os caras falavam que não podiam me levar porque queriam levar jogadores mais novos”, comentou. E hoje, qual é a desculpa? O silêncio é a única resposta.

Enquanto isso, a pré-lista do técnico Carlo Ancelotti para o ciclo contava com nomes como Alisson, Ederson, Weverton, Hugo Souza, John e Bento. Todos com seus méritos, como o próprio Fábio, elegantemente, fez questão de ressaltar. Mas a pergunta que fica no ar das Laranjeiras é: nenhum deles está no momento de Fábio?

Os Recordes que Falam por Si

Se a convocação, como Fábio sugere, não é baseada no “melhor momento”, então em que se baseia? A história de Fábio, que ele mesmo diz que “fala por si”, é um monumento. Vamos aos fatos, pois contra eles não há argumentos.

O nosso goleiro ostenta marcas que deveriam, no mínimo, garantir seu nome em qualquer discussão séria sobre o gol da seleção. Seus feitos mais recentes com a camisa tricolor são impressionantes:

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  • Senhor Libertadores: Tornou-se o jogador com o maior número de partidas na história da competição. Ele não apenas joga, ele domina o palco principal do continente.
  • Recordista Mundial: No ano passado, foi reconhecido como o atleta de futebol em atividade com mais jogos disputados no mundo. Uma prova de longevidade, consistência e, acima de tudo, qualidade.
  • Premiado pela Própria Entidade: Eleito o melhor goleiro do mês pela CBF em fevereiro, como já mencionado. A entidade reconhece sua excelência em um prêmio, mas o ignora no outro.

Esses não são apenas números. São capítulos de uma carreira brilhante que continua a ser escrita em altíssimo nível no Fluminense. Ignorar isso não é apenas uma injustiça com o atleta, é um atestado de que os critérios, de fato, são “bem diferentes”.

‘Melhor Ficar Quieto’: O que Fábio Insinuou?

A parte mais saborosa da entrevista, no entanto, foi o que Fábio não disse. Ao analisar a última convocação, ele deixou uma pulga atrás da orelha de cada torcedor que ama o futebol de verdade. “Infelizmente, dentro do futebol existe, e a gente viu aí nessa última convocação, não eu, mas acho que dentro de quem não foi convocado e estava na lista aí… muita coisa aí que aconteceu que… melhor ficar quieto”, concluiu, com um sorriso enigmático.

O que será que nosso paredão sabe, hein, torcida tricolor? Que “muita coisa” é essa que acontece nos bastidores da CBF? A frase, suspensa no ar, alimenta mil teorias e reforça a percepção de que a meritocracia, tantas vezes, passa longe da Granja Comary.

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Enquanto eles se perdem em seus critérios misteriosos, nós, tricolores, temos o privilégio de ter esse gigante defendendo nossas cores. A seleção pode não querer Fábio, mas o Fluminense o tem. E, no final das contas, para nós, é isso que importa. A CBF que fique com seus escolhidos. Nós ficamos com o nosso herói. E não poderíamos estar mais satisfeitos com essa troca. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.