FÁBIO, CANOBBIO E NONATO MANDAM A REAL: ‘A FÉ É A ÚLTIMA QUE SE PERDE’

A matemática é cruel, mas o espírito é de guerreiro. Fábio, Canobbio e Nonato lideram o coro da esperança e convocam a nação tricolor: 'Acreditem!'

Lucho Acosta comemora gol do Fluminense do Bolívar — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF

A vitória que não bastou e a fé que sobrou

A noite no Maracanã teve o sabor agridoce que apenas o futebol e, mais especificamente, a Copa Libertadores, sabem proporcionar. Vencemos. O placar de 2 a 1 sobre o Bolívar, embora demonstre a garra do Fluzão, não foi o suficiente para nos devolver o controle do nosso próprio destino. Agora, a calculadora virou nossa companheira inseparável. E em meio à matemática fria, emergem as vozes quentes de nossos guerreiros, que se recusam a jogar a toalha.

O sentimento que ecoa do vestiário é um só: a luta continua. Em um coro liderado por figuras experientes e jovens talentos como Fábio, Canobbio e Nonato, o elenco do Tricolor das Laranjeiras manda um recado claro para a nação tricolor: enquanto houver chance, haverá luta. A campanha, admitem, foi irregular. Mas em se tratando do Fluminense, a história nos ensina que o impossível é apenas uma questão de opinião.

Canobbio e a alma castelhana: ‘A fé é a última que se perde’

Direto do coração do esquadrão de Laranjeiras, o uruguaio Canobbio personifica a garra que a competição exige. Com a serenidade de quem conhece os atalhos do futebol sul-americano, ele traça o plano com uma clareza aristocrática.

“Primeiro, a gente tem que cumprir o que a gente tem que fazer aqui: ganhar o jogo (contra o La Guaira)”, declarou o atacante, ciente da hercúlea tarefa. “A gente sabe que tem que estar tentando fazer mais gols. A gente tem a qualidade e já sabemos disso, temos essa responsabilidade na mente.”

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A lógica é simples e brutal. Primeiro, o dever de casa. Depois, o olhar ansioso para o outro lado do continente. “Primeiro é fazer nosso trabalho e depois ver o que acontece lá. A fé é a última que se perde. A gente está confiante e continuamos trabalhando pra melhorar no dia a dia”, concluiu Canobbio. É a mentalidade que queremos ver em campo.

A sabedoria de Fábio: ‘Futebol é dentro de campo’

Se há uma voz que ressoa com a autoridade da experiência, é a do goleiro Fábio. O paredão tricolor, com a tranquilidade que lhe é peculiar, fez uma análise sóbria do cenário, sem jamais deixar a esperança de lado. Ele sabe que favoritismo de sorteio não ganha jogo.

“Quando sai o sorteio muita gente fala muitas coisas, mas futebol é dentro de campo”, refletiu o camisa 1, em uma crítica velada à irregularidade da equipe ao longo da fase de grupos. A autocrítica é o primeiro passo para a redenção.

Fábio não esconde a realidade. “A gente não conseguiu ser consistente e temos que correr atrás do prejuízo até a última rodada.” A mensagem é direta: a situação foi criada por nós e cabe a nós, com uma ajuda do destino, revertê-la. “Precisamos fazer nossa parte e contar com o resultado do outro jogo.” Simples assim. Cruel assim.

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Nonato convoca a nação: ‘Acreditem junto com a gente’

Talvez a declaração mais emblemática tenha vindo dos pés e da voz de Nonato. Ele tocou no ponto nevrálgico, na ferida aberta do torcedor, mas também no nosso maior trunfo: a capacidade de acreditar quando tudo parece perdido.

“A gente sente. Não estamos eliminados e temos que entender esse momento complicado na Libertadores”, admitiu o meio-campista, mostrando que o peso da camisa tricolor é sentido por todo o elenco, que conta também com nomes como Lucho Acosta, Freytes e John Kennedy, todos parte desta jornada.

E então, ele fez a convocação final. “Vencemos hoje, mas não com o placar necessário para dependermos só de nós. Mas estamos vivos e temos que acreditar até o final e pede que o torcedor acredite junto com a gente porque o Fluminense já provou em outras vezes na Libertadores que tudo é possível.” É um chamado que ecoa por Laranjeiras e por cada coração tricolor. Já provamos antes. E quem duvida que podemos provar de novo?

A matemática do milagre no Grupo C

Para o torcedor que precisa dos fatos para alimentar a fé, a situação é a seguinte. O destino do Fluminense na Libertadores será selado no próximo dia 27, data da última e decisiva rodada do Grupo C.

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A missão do Time de Guerreiros é clara e inegociável: vencer o La Guaira, em um Maracanã que precisará pulsar como nunca. Contudo, a vitória por si só não basta. Precisaremos que, no outro jogo do grupo, o Bolívar não vença o Rivadavia. Um empate ou uma derrota dos bolivianos nos serve.

É um cenário de drama, de rádio no ouvido e de coração na boca. É um cenário, convenhamos, com a cara do Fluminense. Que venha o dia 27. Estaremos prontos. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.