A paixão tricolor foi testada novamente no Beira-Rio, e o resultado, infelizmente, não veio. O Fluzão tropeçou diante do Internacional, sucumbindo por 2 a 0 na 14ª rodada do Brasileirão, e viu a chance de encostar na vice-liderança escorrer pelos dedos. A frustração, meus caros tricolores, é palpável, mas o técnico Zubeldía, com a franqueza de um general após a batalha, veio a público tentar desvendar os porquês de mais um revés.
As escolhas táticas sempre geram debates acalorados nas Laranjeiras, e a formação com três zagueiros – Jemmes, Millán e Freytes – foi, sem dúvida, o centro das atenções. O argentino, sem rodeios, jogou a real sobre o esquema, que pegou muitos de surpresa, e também sobre a utilização de Savarino, que só entrou no segundo tempo. Era um Fluminense remendado, diria eu, e as explicações do comandante apenas confirmaram o cenário de urgência.
A Escolha Dolorosa: “Foi o Que Restou” para o Fluzão
A confissão de Zubeldía sobre a formação com três zagueiros é um soco no estômago, mas também um retrato da realidade que o Nense vive. Ele foi direto, sem meias palavras, ao justificar o esquema que vimos em campo:
- A Possibilidade dos Três Zagueiros: O treinador revelou que o acúmulo de partidas pesou. Jogadores como Hércules, por exemplo, precisaram ser poupados. O mesmo vale para Savarino, que teve seu tempo de jogo monitorado.
- O Cenário Limítrofe: Nas palavras do próprio Zubeldía, “A opção com três zagueiros foi o que restou.” Uma frase que ecoa a sensação de que o Fluzão está operando no limite, com o departamento médico e a fisiologia ditando as regras mais do que o próprio esquema tático ideal.
- O Erro Fatal: O técnico lamentou um erro crucial no primeiro tempo que permitiu ao Internacional abrir o placar, mesmo em um jogo que o Tricolor das Laranjeiras, segundo ele, tinha sob controle.
A mudança para a linha de quatro zagueiros no segundo tempo veio, em parte, pela preocupação com os cartões amarelos distribuídos pelo árbitro, que limitavam alguns atletas. A entrada de Savarino por 45 minutos foi uma tentativa de dar mais agressividade, mas a sorte, ou a falta dela, não esteve ao lado do Time de Guerreiros.
Vulnerabilidade e a Falta de Pontaria Tricolor
A análise de Zubeldía sobre a atuação do Fluminense no Beira-Rio foi precisa e dolorosa para a nação tricolor. Ele reconheceu a “falta de profundidade” no primeiro tempo, mesmo com o controle da posse de bola. Mas o ponto nevrálgico, a ferida que insiste em não cicatrizar, é a falta de contundência na frente do gol.
O Fluzão cria, ronda, articula, mas não converte. Enquanto isso, o adversário, com poucas chances, é letal. “As situações concretas que temos não viram gol e as que teve o Internacional, a primeira no primeiro tempo e a primeira no segundo, concretizaram”, desabafou o treinador. É a sina do futebol, onde a eficiência na hora H vale mais do que o controle estéril da partida. É como ter um carro de luxo, mas sem combustível para chegar ao destino.
A equipe de Laranjeiras, segundo o comandante, está em um “momento vulnerável, difícil pelo calendário e porque não conseguimos resultados que gostaríamos.” E a vulnerabilidade, ele insiste, se acentua porque as oportunidades não são transformadas em gol. A responsabilidade, ele assume, é dele, mas a correção deve ser coletiva para que o esquadrão de Laranjeiras não seja “tão vulnerável”.
O Calendário Ingrato e a Reação Necessária
O calendário apertado é um velho conhecido do futebol brasileiro, e Zubeldía não se lamenta, mas aponta que o Fluminense está passando por um momento que não queria. A exigência é grande, e a resposta em campo, principalmente no Brasileirão, não tem sido a esperada, apesar de uma boa campanha na Libertadores. A partida contra o Internacional era para ser vencida, independentemente de quem estivesse em campo ou do sistema tático adotado.
Mas o Internacional, com a frieza de um carrasco, soube aproveitar o momento. E agora? O Fluzão tem dois compromissos cruciais pela frente. Primeiro, pela Libertadores, na quarta-feira, um duelo contra o Independiente Rivadavia, na Argentina. Uma chance de virar a página e mostrar que a ‘máquina tricolor’ ainda tem lenha para queimar no continente.
Depois, no próximo sábado, o Tricolor das Laranjeiras volta a campo pelo Brasileirão, desta vez para enfrentar o Vitória, no Maracanã. É a oportunidade de ouro para o Time de Guerreiros se reabilitar diante da nação tricolor, que, apesar das adversidades, jamais abandona. É preciso golpear antes do rival, como bem frisou Zubeldía, e reencontrar a confiança que parece ter se escondido.
A Nação Tricolor Espera a Virada!
A sinceridade de Zubeldía, ainda que dolorosa, é um alento. Não há desculpas esfarrapadas, apenas a constatação de um momento delicado e a busca por soluções. O Fluminense, o nosso Fluzão, é feito de superação, de ‘Time de Guerreiros’. E é nesse espírito que a torcida das Laranjeiras espera a reação. Não podemos nos dar ao luxo de lamentar por muito tempo. A temporada segue, e cada jogo é uma nova batalha.
Será que o esquadrão de Laranjeiras conseguirá ajustar a mira e converter as oportunidades? Será que a vulnerabilidade será superada pela garra tricolor? A bola está nos pés dos nossos atletas e na mente do nosso treinador. Que a mística de Laranjeiras nos guie para um futuro mais promissor. Flu até morrer!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.