Ah, meus caros tricolores! O burburinho que tomou conta do CT Carlos Castilho neste sábado (2) pela manhã não foi de aplausos, mas de uma reunião que fez o chão tremer sob os pés do nosso comandante, Luis Zubeldía. O que se esperava ser um encontro de rotina, transformou-se, segundo apurou a ESPN, em uma verdadeira sabatina de cobrança da diretoria. E o técnico argentino, dizem as paredes de Laranjeiras, está balançando no cargo. A pressão é palpável, e a nação tricolor, atenta, aguarda os próximos capítulos dessa novela.
A insatisfação de parte da cúpula com o desempenho do Fluzão até aqui é evidente, especialmente quando o assunto é a CONMEBOL Libertadores. Nossa campanha na competição sul-americana, para ser franco, tem sido bastante decepcionante. E para um clube que planeja com a seriedade que nos é peculiar, a previsão orçamentária do futebol do nosso querido Nense conta, no mínimo, com a classificação para as quartas de final. Um desvio dessa rota não é apenas esportivo, mas financeiro, e isso, meus amigos, mexe com os nervos de qualquer diretoria.
Mário Bittencourt, o ‘último romântico’ do professor?
No meio desse turbilhão, surge uma figura que, aparentemente, ainda defende a permanência de Zubeldía: o diretor geral Mário Bittencourt. O ex-presidente, que hoje ocupa essa importante função, parece ser uma voz solitária nesse coro de descontentamento. É ele quem argumenta internamente que as lesões que assolaram o Time de Guerreiros nesta temporada prejudicaram o rendimento técnico. E que, numa análise mais fria e racional, o Fluminense teve apenas um resultado realmente fora da curva do planejamento: aquela derrota para o Independiente Rivadavia, no Maracanã. Para Mário, um único tropeço não justificaria uma troca no comando técnico.
A multa rescisória: um nó financeiro para o Nense
Mas, como em toda boa trama, há um elemento que complica ainda mais a situação: as cifras. Mário Bittencourt também levanta questões financeiras que pesam na balança. A multa rescisória de Luis Zubeldía, com contrato assinado em setembro de 2025 até o fim de 2026 (sim, a data está assim na fonte, meus caros, e nos faz imaginar as complexidades contratuais), foi estabelecida em salgados 3 milhões de dólares. Na cotação da época, isso representava cerca de R$ 16,1 milhões. Com um salário mensal de R$ 1,2 milhão, o cenário fica ainda mais delicado. Se o Fluminense decidir pela demissão ao final de maio, terá que arcar com uma dívida de R$ 8,4 milhões (equivalente a sete meses de salário) e, ainda por cima, a multa. Ou seja, trocaríamos uma dívida por quase o dobro. É uma verdadeira equação de segundo grau, e o Tricolor não pode se dar ao luxo de errar na conta.
Maio: o mês da verdade para o esquadrão de Laranjeiras
Com esse cenário, maio se desenha como o mês mais decisivo para o futuro do trabalho de Zubeldía. Se o Fluzão for eliminado da Libertadores, mesmo que o desempenho no Brasileirão seja satisfatório, o risco de uma interrupção no comando técnico é altíssimo. A Libertadores é o nosso Norte, a nossa obsessão, e a campanha atual não condiz com a grandeza do nosso clube.
Há, contudo, um ponto de concordância entre a comissão técnica e a diretoria: a necessidade de controlar a carga de jogos. Em maio, se for preciso poupar, os jogos do Campeonato Brasileiro serão os escolhidos para tal. Essa estratégia pode começar já
Informações com base em reportagem do www.espn.com.br.