Zubeldía Abre o Jogo: ‘Vulneráveis’ e a Tática do ‘O Que Restou’ no Fluzão!

Após a derrota para o Inter, Luis Zubeldía foi sincero sobre a fase do Fluzão, a tática de 3 zagueiros e a falta de contundência. Um alerta para a Nação Tricolor!

A derrota para o Internacional por 2 a 0, no Beira-Rio, em Porto Alegre, no último domingo (3), deixou a nação tricolor com um gosto amargo e a sensação de que uma grande oportunidade escorreu pelos dedos. O Fluzão perdeu a chance de assumir a vice-liderança do Campeonato Brasileiro e encostar no líder Palmeiras, permanecendo na terceira colocação, com 26 pontos suados.

Após o revés no Sul, o técnico Luis Zubeldía, com a franqueza que lhe é peculiar, veio a público para explicar as escolhas táticas e o porquê de um time misto ter entrado em campo. Suas palavras ressoam como um alerta e uma admissão de um momento delicado do nosso Time de Guerreiros.

A Lógica por Trás da Defesa e as Ausências

O que muitos questionaram foi a formação inicial com cinco defensores, sendo três zagueiros, e a ausência de peças-chave como Serna, Savarinho, Hércules e Castillo. Zubeldía não se esquivou da responsabilidade e detalhou a situação.

Segundo o técnico, a opção por uma linha de três zagueiros foi uma necessidade, não uma preferência. “A possibilidade dos três zagueiros, há jogadores que por acúmulo de partidas, como Hércules, tivemos que cuidar um pouco. O mesmo com Savarino. Isso condiciona a escalação”, explicou. Ele ainda complementou, com um tom que revela o aperto do calendário: “A opção com três zagueiros foi o que restou.” Uma frase que, para o torcedor do Flu, ecoa a realidade de um elenco que precisa ser gerido com sabedoria para evitar o desgaste excessivo.

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O comandante tricolor lamentou o gol sofrido no primeiro tempo, que desequilibrou um jogo que, a seu ver, estava sob controle. “Tivemos um erro no primeiro tempo que os permitiu atacar o espaço e sair na frente em um jogo que tínhamos controlado.” A mudança tática veio também em função da arbitragem. “Quando trocamos, foi porque o árbitro estava dando muitos cartões amarelos, e tínhamos jogadores que estavam limitados”, revelou Zubeldía.

A Vulnerabilidade e a Busca pela Contundência

A equipe voltou para a segunda etapa com uma linha de quatro defensores e a entrada de Savarino por 45 minutos, buscando mais agressividade. No entanto, o adversário soube aproveitar. “Quando pareceu que poderíamos aproveitar as situações, eles fizeram um bom contra-ataque e dificultaram muito. Atacaram bem o espaço”, analisou o técnico.

As palavras de Zubeldía sobre a fase atual do Fluzão são um banho de sinceridade. “Estamos em um momento vulnerável, difícil pelo calendário e porque não conseguimos resultados que gostaríamos. E estamos vulneráveis porque não convertemos as nossas oportunidades”, admitiu. A falta de pontaria tem sido um calcanhar de Aquiles, uma sina que o esquadrão de Laranjeiras precisa urgentemente reverter.

O técnico, no entanto, fez questão de assumir a responsabilidade. “Eu sou o responsável, não estou me lamentando. Como equipe, temos que corrigir para não sermos tão vulneráveis. É importante estar bem nesse momento da temporada, estar com confiança e golpear antes do rival”, afirmou, mostrando que a autocrítica é o primeiro passo para a superação. No primeiro tempo, faltou profundidade, mesmo com o controle da posse. “As situações concretas que temos não viram gol e as que teve o Internacional, a primeira no primeiro tempo e a primeira no segundo, concretizaram”, pontuou, destacando a eficiência do rival.

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Virando a Chave para a Libertadores

O calendário não dá trégua para o Tricolor das Laranjeiras. Após a decepção no Brasileirão, a máquina tricolor já vira a chave e foca totalmente no desafio pela Libertadores. Na quarta-feira, às 21h30 (horário de Brasília), o Fluzão enfrenta o Independiente Rivadavia, na Argentina, pela quarta rodada da competição continental.

É um momento de exigência máxima, onde o Time de Guerreiros precisa mostrar sua força e resiliência. Zubeldía foi claro: “Estamos em um momento complicado do calendário que há exigência e não estamos respondendo. Principalmente na Libertadores, no Brasileirão vínhamos bem.” A torcida das Laranjeiras espera que a sinceridade do técnico sirva de combustível para a equipe se reerguer e buscar a vitória que nos colocará novamente no caminho certo. Afinal, ser Fluminense é nunca desistir, mesmo nos momentos mais vulneráveis. Vamos, Fluzão!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.