A Luta de um Tricolor Jamais Será em Vão
A memória da nação tricolor é longa e nossa lealdade, eterna. O nome de Pedro Scudieri, um dos nossos, agredido covardemente em 2017, ecoa em Laranjeiras não como uma lembrança de dor, mas como um símbolo de resistência. E agora, a balança da Justiça, que por tanto tempo pareceu descalibrada, finalmente pende para o lado certo. Um novo capítulo se inicia: a Justiça ordenou um novo julgamento para os acusados da bárbara agressão.
Marquem em seus calendários, tricolores: dia 16 de julho. Nesta data, na 4ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, a batalha por justiça recomeçará do zero. Uma vitória monumental após uma absolvição inacreditável em 2021, que mais pareceu um roteiro de ficção de péssimo gosto.
A Anulação de um Absurdo Jurídico
Para entender a importância deste momento, é preciso revisitar o passado recente. Em 2021, três dos acusados foram absolvidos sob a alegação de “insuficiência de provas”. Uma decisão que soou como um insulto não apenas à família Scudieri, mas a todos que prezam pelo mínimo de decência e lógica.
Contudo, a nobreza não está apenas em nossas cores, mas na persistência. A defesa da vítima não se curvou. Foi revelado que, no julgamento que resultou na absolvição, não havia sequer a presença de representantes de Pedro. Como pode um julgamento prosseguir sem ouvir a parte mais interessada? Um escárnio.
A defesa dos acusados, em um ato de audácia, ainda tentou em 2023 um recurso no Superior Tribunal de Justiça (STJ) para manter a decisão anterior. A resposta foi um sonoro “não”. O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, então, determinou o que já era óbvio: o júri que absolveu os réus foi anulado. A justiça, ainda que tardia, começa a mostrar sua face.
Os Nomes da Covardia e a Espera por Justiça
É fundamental que os nomes não se percam no tempo. O novo julgamento, marcado para o próximo dia 16 de julho, envolverá os três homens que haviam sido absolvidos anteriormente. São eles:
- Diego Augusto Carvalho Ribeiro
- Diogo Gabriel de Souza
- João Victor Correia Giffoni Hygino
Há ainda um quarto indivíduo, igualmente acusado, que permanece foragido. A personificação da covardia, que ataca em bando e se esconde da responsabilidade. Este caso, por ora, aguarda uma solução, mas não impede que a justiça comece a ser feita para os demais.
Relembrar Para Nunca Esquecer: 5 de Fevereiro de 2017
A noite de 5 de fevereiro de 2017 é uma cicatriz na alma da torcida das Laranjeiras. Pedro Lucas Scudieri, após um dia de apoio ao Fluzão, fazia algo corriqueiro para qualquer torcedor: guardava materiais da torcida com amigos. Um ritual de paixão.
Ao se despedir e seguir para um ponto de ônibus, o impensável aconteceu. Segundo a denúncia do Ministério Público, ele foi vítima de uma emboscada. Membros de uma torcida organizada do Vasco, após falharem em interceptar carros, descontaram sua frustração e selvageria em um homem sozinho. Uma armadilha cruel e covarde.
As acusações são pesadíssimas e refletem a brutalidade do ato: tentativa de homicídio triplamente qualificado. Por “motivo torpe” (a simples rivalidade clubística), com “impossibilidade de defesa” (a vítima sozinha e pega de surpresa) e de “forma cruel”. Não foi uma briga. Foi uma tentativa de execução.
A Nação Tricolor Clama por Justiça
Em contato com o portal ge, a mãe de Scudi, Marilene Scudieri, falou sobre a expectativa da família para este novo momento. Uma expectativa que compartilhamos. A força desta família é a força que inspira toda a nação tricolor a não desistir, a não esquecer.
Este caso transcende as quatro linhas. É sobre o direito de ir e vir com a camisa do seu clube, sobre a civilidade que deve imperar sobre a barbárie. A agressão a Pedro Scudieri foi um ataque a cada um de nós, a cada tricolor que sente o orgulho de vestir o verde, o branco e o grená.
No dia 16 de julho, os olhos da torcida do Fluminense estarão voltados para a 4ª Vara Criminal. Não esperamos vingança, pois somos maiores que isso. Exigimos Justiça. Pelo Pedro, por sua família e por todos nós. Flu até morrer, e lutar sempre. Justiça por Scudi!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.