ANTES DA INGLATERRA, MARADONA ENSAIOU A ‘MÃO DE DEUS’ CONTRA O FLUZÃO

Muito antes da Copa de 86, Diego Maradona testou sua 'Mão de Deus' contra um adversário à altura: o Fluminense. Conheça a história do dia em que fomos o ensaio.

Maradona gol de mão 1986 Argentina na Copa — Foto: Getty Images

Caros tricolores, a história do futebol é repleta de notas de rodapé, de contos quase esquecidos que, quando redescobertos, revelam a grandeza e a onipresença do Fluminense Football Club nos momentos mais icônicos do esporte. Todos se lembram da infame “Mão de Deus” de Diego Maradona contra a Inglaterra na Copa de 1986. O que poucos sabem, no entanto, é que o ensaio geral para essa peça de teatro, essa astúcia que beira a malandragem, teve como palco um confronto contra o nosso esquadrão de Laranjeiras.

Sim, você leu bem. Antes de enganar o mundo, o lendário argentino tentou ludibriar o Fluminense. Um ato de ousadia que, claro, não funcionou. Afinal, somos o Fluminense. A história, como sempre, nos coloca no centro de tudo.

O Campeão Brasileiro em Turnê Cansativa

A anedota se passa em um contexto de glória e exaustão para o Time de Guerreiros. Era o ano de 1984. O Fluminense acabara de se sagrar campeão brasileiro, um título conquistado com a classe e a técnica que nos são peculiares. A nação tricolor ainda celebrava, mas o futebol não para. No dia seguinte à consagração, a máquina tricolor já estava em solo americano, em Nova Jersey, para a disputa de um torneio amistoso.

A estreia foi contra a Udinese, da Itália. Com a viagem apressada e o desgaste da campanha vitoriosa, o Fluzão entrou em campo com uma equipe majoritariamente reserva. O resultado foi um empate em 1 a 1, seguido por uma derrota nos pênaltis. Um detalhe, um mero percalço na jornada de um campeão.

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O destino, sempre ele, nos reservou um adversário de peso na disputa pelo terceiro lugar: o Barcelona, que contava com ninguém menos que Diego Armando Maradona, seu camisa 10. Os catalães haviam sido derrotados pelo New York Cosmos, e o palco estava montado para um duelo de gigantes no dia 3 de junho de 1984.

O Ensaio da Trapaça Divina

A partida foi disputada, como se esperava. O placar marcava um eletrizante 2 a 2. Maradona, em um dia de garçom, distribuía o jogo, mas ainda não havia deixado sua marca no placar. Foi então, no segundo tempo, que a prévia do que o mundo veria dois anos depois aconteceu.

Em uma jogada na área, a bola subiu. Maradona, em um movimento que se tornaria sua assinatura sombria, foi para a disputa de cabeça, mas usou a mão para desviar a bola para o fundo da nossa rede. Um gesto rápido, astuto, mas não o suficiente para enganar a todos.

O árbitro, ao contrário do seu colega que apitaria o jogo no México em 1986, estava atento. Ele viu a irregularidade, viu a tentativa de ludibriar a nobreza do futebol encarnada em nosso uniforme tricolor. O gol foi prontamente anulado. O Fluminense não seria vítima de tal artimanha. Foi como se o universo do futebol, naquele momento, dissesse: “Contra eles, não. Eles são diferentes.”

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Maradona teve que se contentar em ser apenas um coadjuvante genial naquele dia, sem gols. O Fluminense, mesmo com um time cansado e remendado, impôs respeito e não permitiu que a história fosse manchada por uma trapaça. O ensaio falhou. A peça só estrearia para valer dois anos depois, contra um oponente menos… imponente.

A Imprensa se Confunde, a História se Corrige

Uma curiosidade fascinante da época revela o caos da informação pré-internet. Alguns jornais brasileiros, no dia seguinte, noticiaram equivocadamente que o gol de mão de Maradona havia sido validado. A manchete era tentadora, mas falsa. Se fosse verdade, o Fluminense teria a duvidosa honra de ser o primeiro clube brasileiro a sofrer um gol do astro argentino.

Mas a história, que sempre se corrige para fazer justiça ao Fluminense, mostra o contrário. Esse posto ficou para o America-RJ, seis anos depois. Nós, o Tricolor das Laranjeiras, saímos ilesos. Não apenas do gol, mas da tentativa de nos colocar como vítimas de uma das maiores malandragens do futebol.

E por falar em argentinos, a fonte original nos brinda com uma informação um tanto quanto aleatória sobre a seleção campeã mundial. Aparentemente, a Argentina está no Grupo J da Copa do Mundo de 2026, com Argélia, Áustria e Jordânia. A estreia seria nesta terça, às 22h (de Brasília), contra os argelinos, em Kansas City. Depois, pegam a Áustria no dia 22, às 14h, e a Jordânia no dia 27, às 23h, ambos em Dallas. Uma informação curiosa, quase tão inesperada quanto um gol de mão… que não valeu.

No fim, o episódio de 1984 é mais uma prova da nossa singularidade. Enfrentamos os maiores, nos maiores palcos, e saímos com a nossa dignidade e grandeza intactas. Maradona pode ter se tornado um deus para muitos, mas naquele dia, contra o Fluminense, ele foi apenas um homem tentando, em vão, enganar a realeza. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.