A janela de transferências do meio do ano se aproxima e, para a nação tricolor, o sentimento é de apreensão. Enquanto sonhamos com a chegada de reforços de peso, como a dupla dos sonhos Nino e Thiago Silva, a realidade financeira do clube impõe uma verdade dolorosa: a necessidade de vender. E a lista de possíveis saídas é extensa, incluindo nomes que mexem com o coração da torcida.
A diretoria não esconde o jogo. Há uma meta ambiciosa de arrecadar cerca de R$ 200 milhões em vendas até 2026, e a janela que se abre é peça-chave nesse tabuleiro. A pausa para a Copa do Mundo, que para nós é um martírio sem os jogos do Fluzão, para os cartolas é o momento de acelerar conversas e definir o destino de muitos atletas do nosso esquadrão.
A questão é: quem fica e quem vai? A lista é longa e envolve desde joias cobiçadas até ídolos em fim de ciclo. Prepare o seu coração, tricolor.
As Joias da Coroa na Vitrine
Para fazer caixa, é preciso vender bem. E o Fluminense tem ativos valiosos que despertam o interesse do mercado internacional. O nome que encabeça essa lista é, sem dúvida, o de Canobbio. O uruguaio, convocado para a Copa do Mundo, tem tudo para se valorizar ainda mais. O River Plate já fez sondagens e o clube, que desembolsou cerca de 6 milhões de euros para trazê-lo do Athletico-PR, parece disposto a ouvir propostas.
Outro que pode render um bom dinheiro é o zagueiro argentino Juan Freytes. Seu futebol sóbrio e eficiente chamou a atenção de clubes da Turquia, e uma oferta satisfatória pode selar seu adeus às Laranjeiras.
Não podemos esquecer de Bernal. Jovem, talentoso e com passaporte para o mercado europeu, o volante é visto internamente como um dos jogadores com maior potencial de gerar um lucro significativo. Já o veloz Kevin Serna, embora seja utilizado pelo técnico Luis Zubeldía, não é considerado inegociável e segue no radar de clubes sul-americanos e mexicanos.
O Fim de uma Era? Ganso e Cano com os Dias Contados
Aqui, a análise fria do mercado encontra a paixão do torcedor. Dois nomes de peso vivem situações contratuais delicadíssimas. O caso de Paulo Henrique Ganso é o mais iminente. Com contrato apenas até dezembro, o Maestro já está afastado para definir seu futuro e, a partir de julho, pode assinar um pré-contrato com qualquer outra equipe. Por enquanto, não há negociação avançada, mas o adeus parece cada vez mais próximo.
A outra despedida que se anuncia é a de Germán Cano. O artilheiro argentino, que nos deu tantas alegrias, não terá seu contrato renovado ao fim do ano. Assim como Ganso, está livre para buscar um novo clube para a próxima temporada. Uma notícia que, para a torcida, é difícil de digerir.
A Regra do Jogo e a Lista do Adeus
Para complicar (ou facilitar) o planejamento, uma nova regra da CBF permite que um jogador atue em até 12 partidas por um clube no Brasileirão antes de ficar impedido de defender outra equipe na mesma competição. Isso cria um cronômetro para certas negociações. A situação no Fluzão é a seguinte:
- Próximos do limite: Canobbio (11 jogos), Renê (11), Guga (11), Bernal (10).
- No limite exato: Ganso (12 jogos), Samuel Xavier (12), Martinelli (12), Soteldo (12), Castillo (12).
- Com margem para negociação: Alisson (8), Ignácio (7), Nonato (6), Otávio (5), Cano (4), Millán (3), Riquelme Felipe (1), Wesley Natã (1).
Nomes como Otávio e Igor Rabello também entram na categoria de ‘negociáveis’, caso surja uma oportunidade de mercado que agrade à diretoria. A lógica é clara: abrir espaço no elenco e na folha salarial para qualificar o grupo.
Pausa para Respirar (e Planejar o Futuro)
Após o último jogo contra o Cruzeiro, no Mineirão, o elenco ganhou um merecido descanso. As férias vão de 1º a 22 de junho, com a reapresentação marcada para o dia 23, no CT Carlos Castilho. Este período será crucial.
A comissão técnica planeja uma espécie de ‘intertemporada’ no Rio de Janeiro, aproveitando as semanas livres para ajustes físicos, técnicos e táticos. Há, inclusive, a possibilidade de até dois jogos amistosos para manter o ritmo do Time de Guerreiros, que, vale lembrar, segue vivo em todas as competições.
A torcida tricolor agora vive um misto de esperança por reforços e temor pelas saídas. Será que a diretoria conseguirá o equilíbrio perfeito entre sanar as finanças e manter a máquina tricolor competitiva para o que resta da temporada? A nação das três cores aguarda, com o coração na mão e a certeza de que, aconteça o que acontecer, seremos Fluminense até morrer.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.