A APOSTA PERDIDA: LEZCANO FRACASSA EM OBJETIVO E VIRA DOR DE CABEÇA MILIONÁRIA PARA O FLUMINENSE

A aposta de R$ 29,2 milhões do Fluminense se tornou um problema. Lezcano fracassa em seu objetivo principal no Paraguai e complica os planos do Tricolor.

Lezcano com a camisa do Olimpia, rival do Libertad — Foto: Reprodução

O Sonho da Copa que Virou Pesadelo

Ah, o futebol e suas ironias. Há movimentos na carreira de um jogador que parecem talhados para a glória, mas que, no fim, revelam-se um roteiro de fracasso. Este parece ser o enredo que se desenha para Rúben Lezcano, o meia paraguaio que hoje representa uma cifra de R$ 29,2 milhões e uma crescente dor de cabeça para a diretoria do Fluminense.

Emprestado ao Olimpia, Lezcano tinha um plano, uma ambição cristalina: usar o clube de seu país como trampolim para a seleção paraguaia e disputar a Copa do Mundo de 2026. Um objetivo nobre, sem dúvida. Tão nobre que o fez recusar propostas de clubes da Série A e B do Brasil, incluindo uma oferta concreta do Fortaleza. A lógica era simples: estando em casa, sob os olhos do técnico da seleção, a convocação seria uma consequência natural. Não foi.

Na última terça-feira, a realidade bateu à porta com a força de um zagueiro brucutu. A lista definitiva do Paraguai foi divulgada e o nome de Lezcano não estava nela. O sonho, que serviu de principal argumento para sua saída das Laranjeiras, esvaiu-se antes mesmo de começar. A aposta de voltar para casa para brilhar resultou, por ora, em um melancólico ostracismo.

De Titular a Coadjuvante: A Irregularidade no Olimpia

Se ao menos a performance em campo justificasse a escolha… mas nem isso. No Olimpia, Lezcano tem sido a personificação da irregularidade. Longe de ser o craque incontestável que imaginava ser em seu retorno, o meia vive uma gangorra de emoções, ou melhor, de escalações. A estatística recente é um retrato fiel da sua situação.

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Nos últimos 10 jogos do tradicional clube paraguaio, Lezcano foi titular em apenas cinco. Nos outros cinco, amargou o banco de reservas, entrando no decorrer da partida. Para um jogador que almejava ser protagonista e vitrine para a seleção, a perda de espaço é um sinal alarmante.

E não se trata de ser poupado em jogos menores. As ausências que mais chamaram a atenção ocorreram em momentos cruciais: no clássico contra o Libertad e no duelo contra o Vasco, pela Conmebol Sul-Americana. Ser reserva em partidas de tamanha envergadura diz muito. Diz que o técnico não o vê como peça fundamental. Diz que o status de titular absoluto, que ele talvez imaginasse ter, nunca se consolidou.

O Prejuízo de R$ 29,2 Milhões nas Contas do Fluzão

Enquanto Lezcano coleciona atuações inconstantes no Paraguai, em Laranjeiras, os contadores fazem e refazem os cálculos. O Fluminense desembolsou, em fevereiro do ano passado, a vultosa quantia de R$ 29,2 milhões para tirá-lo do Libertad. Um investimento pesado, que carregava a esperança de retorno técnico e, futuramente, financeiro.

A estratégia do Tricolor era clara: uma boa passagem pelo Olimpia, coroada com a convocação e uma participação decente na Copa do Mundo, valorizaria o atleta no mercado. Seria o cenário perfeito para recuperar o investimento e, quem sabe, obter algum lucro. Com o fracasso do jogador em atingir seu principal objetivo, este plano desmorona.

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O contrato de empréstimo com o Olimpia vai até o final de 2026. Até lá, o que acontecerá? A tendência, infelizmente, é de desvalorização. Um jogador que não se firma nem no futebol paraguaio e fica de fora da seleção dificilmente atrairá propostas milionárias. O ativo de R$ 29,2 milhões corre o risco de se tornar um passivo, um problema a ser administrado.

Por Que Não Deu Certo no Time de Guerreiros?

É justo, contudo, olharmos para o retrovisor. A passagem de Lezcano pelo Fluminense foi curta e turbulenta. Foram apenas 13 jogos com nosso manto sagrado. É preciso contextualizar: em 2025, o clube foi uma verdadeira montanha-russa, com três comissões técnicas diferentes e um calendário absolutamente sobrecarregado. Havia pouca margem para testes, para dar a um novo jogador a sequência necessária para adaptação.

Nesse ambiente caótico, Lezcano não conseguiu se impor. Suas atuações não convenceram e ele rapidamente foi ficando para trás na concorrência por uma vaga no meio-campo do esquadrão de Laranjeiras. A saída por empréstimo pareceu, na época, uma solução razoável para todas as partes.

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Hoje, vemos que a solução pode ter criado um novo problema. O jogador que não se adaptou à intensidade do Fluzão agora luta para encontrar seu futebol em um cenário teoricamente menos competitivo. A aposta de Lezcano falhou. E o Fluminense, por tabela, ficou com um abacaxi milionário nas mãos. Resta-nos, torcedores, observar de longe e torcer por uma reviravolta. Afinal, no futebol, a única certeza é a sua imprevisibilidade. Mas, por ora, o cenário não é nada animador. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.