Um Aniversariante no Banco: O Mistério que Afligiu a Nação Tricolor
A cena era, no mínimo, desconcertante. Noite de domingo, Mineirão, um confronto direto contra o Cruzeiro e o nome mais aguardado pela torcida do Fluminense, o cérebro do time, não estava entre os onze titulares. Lucho Acosta, o nosso camisa 32, justamente no dia em que completava 32 anos de idade, assistia ao início do espetáculo do banco de reservas. Uma heresia para alguns, um susto para todos. O que teria acontecido com o maestro argentino?
Por todo o primeiro tempo, enquanto o Fluzão batalhava em campo, a pergunta ecoava nas redes sociais e nos grupos de tricolores: por que Acosta não joga? A ausência do nosso principal articulador era um vazio sentido a cada passe errado, a cada jogada que morria sem a sua genialidade. Felizmente, o mistério foi desvendado pelo próprio protagonista, que com a classe de sempre, colocou os pingos nos is.
O Drama do Camisa 32: “Estava Sentindo Muito”
Ao final da partida, o craque argentino não fugiu dos microfones. Com a serenidade que lhe é peculiar, Lucho Acosta revelou o motivo de sua ausência no time titular: uma herança dolorosa do último combate pela Libertadores no meio da semana.
“No jogo passado, que foi em uma situação de um pênalti que me fizeram, eu tomei uma pancada aqui no quadríceps”, explicou o meia, apontando para o local da contusão. A dor, segundo ele, era um impeditivo claro para começar uma partida de alta intensidade como a que se desenhava no Mineirão.
A decisão, como deve ser em um clube profissional, foi conjunta e pautada pela responsabilidade. “Decidimos com a comissão técnica, médicos, que era melhor entrar no segundo tempo e não começar jogando, porque estava sentindo muito”, confessou Acosta. Uma atitude sensata que, embora tenha custado caro no início, visava preservar o atleta para o resto da temporada. “Agora temos tempo para fazer uma boa recuperação e voltar da melhor maneira”, completou, já de olho na pausa do calendário.
Um Ponto Amargo e um Gol ‘Desviado’ Pela Injustiça
Mesmo com o desfalque de seu principal jogador, o Time de Guerreiros fez jus ao nome. John Kennedy, o nosso garoto iluminado, marcou o gol que nos colocou em vantagem e parecia nos garantir mais três pontos preciosos na caça ao líder.
O Fluminense controlava a partida, administrava o resultado com a autoridade de quem sabe o que quer. Mas o futebol, caros tricolores, tem dessas ironias cruéis. Em uma jogada de bola parada, o Cruzeiro chegou ao empate com Matheus Pereira. Um gol que, na visão de Acosta – e de toda a nação tricolor –, teve uma dose cavalar de acaso.
“Começamos com um empate aqui contra um time que joga muito bem aqui no seu campo. E ter conseguido um ponto é ruim porque ficamos o jogo todo ganhando”, lamentou o argentino, com a frustração estampada na voz. “Em uma bola parada que eles tiveram, fizeram um gol. Aí, infelizmente, bateu em alguém e desviou para o Fábio. Se não, estava controlado”, finalizou, ecoando o sentimento de cada torcedor das Laranjeiras que viu a vitória escapar por um capricho do destino.
A Pausa Necessária e a Tabela Curiosa do Brasileirão
Com o empate por 1 a 1, o Fluminense fecha esta fase do Campeonato Brasileiro antes da pausa para a Copa do Mundo na terceira posição, somando 31 pontos. O Cruzeiro, por sua vez, caiu para a 11ª colocação, com 34 pontos, em uma daquelas lógicas matemáticas que só o futebol brasileiro é capaz de produzir e que desafiam a compreensão dos mais estudiosos.
Este foi o último jogo da 18ª rodada antes do recesso. Agora, o elenco do Fluzão terá um merecido período de férias para recarregar as energias. O retorno às atividades no CT Carlos Castilho está marcado para o dia 23 de junho, quando se iniciará a intertemporada.
É um tempo precioso. Tempo para que John Kennedy afie ainda mais a pontaria, para que a defesa se ajuste e, principalmente, para que Lucho Acosta trate de vez essa pancada no quadríceps. A recuperação completa do nosso maestro não é apenas um desejo, é uma necessidade para que a máquina tricolor volte a operar em sua plenitude na busca pelo título.
Que o descanso seja reparador. A guerra pelo Brasileirão é longa e, após a pausa, precisaremos de todos os nossos guerreiros em 100% de suas condições. Especialmente o nosso camisa 32.
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.