MARTINELLI ABRE O JOGO SOBRE LESÃO E CRAVA: ‘FOI COMPLICADO PARA MIM’

De volta antes do previsto, Martinelli revela drama da lesão em fala emocionante: 'foi complicado'. Veja como o camisa 8 já impactou o time na Libertadores.

O Retorno do Maestro Antes da Cortina Subir

Nós, tricolores de alma e coração, sabemos reconhecer um pilar quando vemos um. E o nosso meio-campo, por mais talentoso que seja, simplesmente não é o mesmo sem a presença elegante e combativa de Martinelli. A notícia de sua lesão na coxa esquerda caiu como um balde de água fria, com prognósticos que o tiravam de combate até depois da Copa do Mundo. Mas, para a surpresa de muitos e a alegria de uma nação, o camisa 8 é feito de outra fibra. Ele voltou. E como voltou.

Na última quarta-feira (27), na partida que selou nosso destino nas oitavas de final da Libertadores, lá estava ele. A vitória por 3 a 1 sobre o Deportivo La Guaira teve muitos heróis, mas a volta de Martinelli foi a crônica de um retorno anunciado com a classe que lhe é peculiar. Quem esperava um jogador enferrujado, viu um maestro pronto para reger a orquestra. O esquadrão de Laranjeiras respira mais aliviado.

A Confissão de um Guerreiro: ‘Um Período Complicado’

Longe dos holofotes e do calor da torcida, a batalha de um atleta é solitária. Em entrevista ao portal Lance!, nosso volante abriu o coração sobre as semanas de incerteza e trabalho duro para antecipar seu retorno. A sinceridade em suas palavras apenas reforça o caráter do jogador que aprendemos a admirar.

“Ficar fora foi um período complicado para mim, porque acredito que vinha em um bom momento, conseguindo ajudar a equipe. Estávamos em um bom momento coletivo também”, confessou Martinelli, mostrando a dor de não poder contribuir justamente quando o time mais precisava. A fala de um líder que sofre junto, mesmo de fora.

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Ele continuou, destacando a estrutura do clube que permitiu o milagre: “Mas consegui me recuperar bem e rápido, com todo o suporte do departamento médico, fisioterapia e transição, a tempo de retornar para ajudar a equipe em campo nessas duas últimas partidas antes da pausa para a Copa do Mundo”. Uma ode aos profissionais que trabalham nos bastidores para que a magia aconteça em campo. É o Fluminense em sua essência: um trabalho coletivo, do roupeiro ao craque.

A Engrenagem que Faz a Máquina Girar

Se havia alguma dúvida sobre sua importância, ela foi dissipada em poucos minutos contra o La Guaira. A percepção interna do clube, de que o time sente sua falta em momentos de instabilidade, tornou-se um fato público e notório. Com Martinelli, o Fluzão ganha em equilíbrio, controle e, crucialmente, em construção de jogadas.

A prova cabal veio no segundo gol. Um passe que rasga a defesa adversária, uma quebra de linhas que só os predestinados conseguem enxergar. A bola, precisa, encontrou Hércules em condição de invadir a área e estufar as redes. Não foi apenas uma assistência, foi uma declaração de intenções: o maestro voltou para ditar o ritmo.

Sob a batuta de Luis Zubeldía, ter uma peça como Martinelli é um luxo estratégico. Ele é o volante que defende com a garra de um zagueiro e ataca com a visão de um camisa 10. A sua ausência não é sentida apenas na estatística de desarmes, mas na própria alma e fluidez do jogo tricolor.

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Objetivo Cumprido e a Batalha que se Avizinha

Com a classificação na Libertadores garantida, o primeiro grande objetivo do semestre foi alcançado. E Martinelli, já imerso novamente no espírito do Time de Guerreiros, compartilhou a satisfação e o foco renovado.

“Estou muito feliz de ter retornado e ajudado a equipe em um momento tão importante. Alcançamos nosso primeiro objetivo, que era a classificação na Libertadores, com uma boa vitória ao lado do nosso torcedor”, afirmou ao Lance!, celebrando a comunhão com a arquibancada que tanto nos orgulha.

Mas não há tempo para descanso. O Nense tem um último e difícil compromisso antes da parada para o Mundial. “Agora, temos a última partida antes da parada, com um confronto difícil pela frente, mas vamos buscar um bom resultado para seguir na briga na parte de cima da tabela”, projetou o camisa 8. O adversário é o Cruzeiro, em pleno Mineirão, no domingo (31), às 20h30. Uma prova de fogo para fechar o período com chave de ouro.

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Após este duelo, a máquina tricolor só volta a campo pelo Brasileirão no dia 22 de julho, contra o Bragantino. Até lá, que a presença de Martinelli nos inspire. Com nosso maestro de volta ao palco, a sinfonia do Fluminense promete ser ainda mais bela e vitoriosa. Que venha o Cruzeiro. Estamos prontos.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.