UMA VERGONHA EM 2026: Fluminense joga como rebaixado e liga alerta máximo

Uma derrota para o Mirassol que entra para a história negativa. O Fluzão teve apenas um chute a gol e agora joga a vida na Libertadores sob imensa pressão.

Jemmes conduz a bola em jogo do Fluminense contra o Mirassol — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

Uma noite para esquecer, mas que não podemos ignorar

Senhoras e senhores tricolores, o que vimos no último sábado foi mais do que uma simples derrota. Foi uma afronta à nossa história. Perder por 1 a 0 para o Mirassol, com um gol solitário de um tal Denilson, já seria amargo. Mas a forma como aconteceu transforma o revés em uma das piores e mais vexatórias atuações do Fluminense em todo o ano de 2026. Uma performance simplesmente indigna das três cores que traduzem tradição.

Entramos em campo com a nobre chance de assumir a vice-liderança do Brasileirão. Saímos com a certeza de que, jogando assim, a briga será outra, bem menos gloriosa. Foram 90 minutos de pura agonia, um espetáculo de horror para qualquer torcedor que dedicou seu tempo para assistir ao esquadrão de Laranjeiras. O time em campo, no entanto, parecia uma sombra pálida, um arremedo da equipe que já nos encantou com futebol vistoso no início da competição.

Uma estatística que resume a tragédia: um único chute

Os números, por vezes, são frios. Mas há um que queima na alma e ilustra com perfeição a nulidade ofensiva do Fluzão nesta partida: uma única finalização na direção do gol adversário. UMA. E não foi um míssil indefensável, mas uma cabeçada fraca do artilheiro Cano, já aos 43 minutos do segundo tempo. É preciso repetir para que a dimensão do desastre seja compreendida: um time com a nossa grandeza ameaçou o goleiro rival apenas uma vez, nos acréscimos.

Pior ainda é o contexto. O Mirassol, com todo respeito, era um adversário que havia sofrido gols em TODOS os 15 jogos anteriores pelo campeonato. E contra nós? Passaram ilesos, tranquilos, sem sustos. A incapacidade do Nense de criar uma única jogada de perigo é um sintoma grave, que não pode ser subestimado.

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A desculpa do desentrosamento não cola

Ah, as seis alterações no time titular. Metade por questões físicas, metade por opção técnica. É claro que tantas mudanças afetam a dinâmica. Mas isso não pode, e não deve, servir de desculpa para a apatia completa, para a falta de alma e de repertório. Desentrosamento não explica a ausência de vontade, a incapacidade de triangular, de lutar por uma bola. O que vimos foi um time que parecia se conhecer pela primeira vez minutos antes do apito inicial.

A campanha no topo da tabela, que até então nos orgulhava, agora parece uma miragem. O desempenho de sábado não foi de um postulante ao título, mas sim de uma equipe da zona de rebaixamento. Duro, porém realista. A exigência do calendário e a falta de treinos são fatores, sem dúvida, mas expõem as limitações de um elenco que, sob pressão, parece ruir.

Defesa de vidro e um barril de pólvora na quarta-feira

Como se não bastasse a inoperância ofensiva, a nossa defesa continua sendo uma porta aberta. Já são nove jogos consecutivos sofrendo gols. Mudam-se as peças, os zagueiros, os laterais, mas os erros individuais e a fragilidade coletiva persistem. É um problema crônico que nos coloca de joelhos a cada partida.

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E agora, o que nos espera? Uma verdadeira final na quarta-feira. Um barril de pólvora chamado Libertadores. Precisamos não apenas vencer o Deportivo La Guaira, mas também secar o Bolívar no outro jogo do grupo para seguirmos vivos. Tudo isso em um cenário de torcida insatisfeita, com a paciência no limite. A pressão é máxima. Este time, que parece estar nas cordas, precisará mostrar que ainda tem a alma de um Time de Guerreiros. Ou o vexame de sábado será apenas o prelúdio de uma decepção ainda maior. Que os deuses do futebol nos ajudem.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.