VERGONHA TRICOLOR: Os culpados pela derrota vexatória para o Mirassol

Uma derrota vexatória para o Mirassol expõe os culpados em campo e no banco. Análise dura de uma noite para o torcedor do Fluminense esquecer.

Um Desastre Anunciado e a Solidão de um Herói

A noite foi longa para a nação tricolor. O que vimos em campo contra o Mirassol, em partida válida pela 17ª rodada do longínquo Campeonato Brasileiro de 2026, foi uma afronta à nossa história. Uma equipe apática, desorganizada e que, se não fosse por um milagreiro debaixo das traves, teria saído de campo com um placar ainda mais humilhante. É hora de apontar os dedos, sim. Não por clubismo cego, mas por amor a um Fluminense que não pode se contentar com tão pouco.

Enquanto a maioria parecia estar em um treino de luxo, um homem, e apenas um, honrou o manto das três cores que traduzem tradição. Fábio foi um gigante. Um colosso. O goleiro fez, no mínimo, quatro defesas que beiraram o impossível, salvando o Fluzão de uma goleada histórica. Parou cabeceios venenosos de Alesson e Daniel Borges, um em cada canto, e ainda buscou um chute traiçoeiro de Denílson após um erro bisonho da nossa saída de bola. Como se não bastasse, no segundo tempo, ainda pegou uma cobrança de falta de Reinaldo. No gol sofrido, foi um mero espectador de uma sucessão de erros que começou muito antes da bola chegar à sua meta. Fábio foi, com sobras, o melhor em campo. O único que pode voltar para casa de cabeça erguida.

A Zaga dos Horrores: Samuel Xavier e Jemmes em Noite para Esquecer

Se Fábio foi o herói, a dupla de zaga foi o retrato do desastre. Comecemos por Samuel Xavier. Sua atuação foi um compêndio de equívocos. No lance do gol do Mirassol, uma indecisão fatal: ao invés de afastar o perigo, permitiu que a bola ficasse viva na área. O resultado? Gol do adversário. Para piorar, protagonizou uma cena patética ao cair na área após um toque no ombro, com as mãos na cabeça, tentando cavar um pênalti que o VAR, corretamente, desautorizou. Defensivamente, foi um tormento constante com Alesson em seu encalço.

Ao seu lado, Jemmes não ficou atrás no quesito ‘atuação desastrosa’. Foi dele o cabeceio para a frente da área, uma lição básica que se aprende na escolinha, que deu origem ao gol do Mirassol. Mais uma vez, sua fragilidade no jogo aéreo ficou exposta, uma vulnerabilidade que os adversários já aprenderam a explorar. O restante da defesa, embora sem o mesmo ‘brilho’ negativo, esteve longe de passar segurança. Um arriscava subidas infrutíferas, gerando contra-ataques, enquanto o outro se limitava a uma batalha particular, esquecendo-se de contribuir para o time.

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Um Deserto de Ideias no Meio-Campo

O coração do time não pulsou. O meio-campo do Fluminense foi um vazio, um espaço onde a criatividade foi exilada. Nonato esteve completamente apagado, um fantasma em campo, e quase complicou ainda mais a situação com uma joelhada em Alesson que poderia ter rendido uma expulsão. Sua substituição por Hércules aos 14 minutos foi tardia e ineficaz, já que o substituto pouco acrescentou, além de cometer uma falta perigosa na entrada da área.

E o que dizer de Lucho Acosta? O jogador de quem se espera o passe refinado, a jogada individual que quebra linhas, foi de uma discrição irritante. Uma única tentativa de jogada individual, com finalização para fora, foi tudo que conseguiu produzir. O Fluminense implorava por sua genialidade, mas ele não atendeu ao chamado. O setor de criação foi um buraco negro que engoliu qualquer esperança de bom futebol.

Ataque Inoperante: Uma Ameaça que Nunca se Concretizou

A estatística mais dolorosa da noite: o Fluminense não acertou UMA finalização no gol. Todos os chutes foram para fora. Isso diz tudo sobre nosso setor ofensivo. Um atacante foi deslocado para o lado direito, oposto ao que está acostumado, e simplesmente não existiu. Soteldo, do outro lado, foi engolido pela marcação e não conseguiu ser efetivo. Cano, quando entrou, mal tocou na bola e ainda se atrapalhou em um domínio simples.

Nesse cenário de ineficiência, John Kennedy foi o menos pior. O “Urso” mostrou vontade, roubou bola, ajudou na defesa e tentou uma arrancada com drible e finalização que, com um desvio da zaga, se perdeu pela linha de fundo. Foi um lampejo, um sinal de que ao menos alguém se importava. As entradas de Wesley Natã e Riquelme Felipe foram nulas, reflexo de um time que já havia se entregado.

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No Banco, a Origem do Caos: As Escolhas de Zubeldía

Por fim, o maestro da orquestra desafinada. O técnico Zubeldía tem uma parcela enorme de culpa no cartório. Sua opção por poupar jogadores se mostrou um tiro no pé, expondo as fragilidades de um elenco que, aparentemente, não tem peças de reposição à altura. O time não apenas não finalizou, como também não construiu. Foi uma equipe sem meio, sem ataque e sem ideias.

O mais grave foi a incapacidade do treinador de ler o jogo e propor soluções. As substituições não surtiram efeito, o esquema tático permaneceu falho e o Fluminense se afundou em sua própria mediocridade. Uma atuação péssima do time, mas também uma derrota que vai para a conta do comandante. A torcida tricolor exige respostas, e a paciência, como se sabe, é artigo de luxo no futebol.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.