ZUBELDÍA VAI CAIR? A Verdade Sobre o Futuro do Técnico no Fluminense Após Vitória Amarga

A vitória magra contra o Bolívar deixou a nação tricolor frustrada e o futuro de Luis Zubeldía em xeque. Entenda o que pode acontecer com o técnico.

Uma vitória com sabor de derrota

A noite era de festa anunciada. Mais de 62 mil tricolores lotaram o Maracanã com uma única missão: empurrar o Fluzão para uma vitória elástica sobre o Bolívar, que nos colocaria em uma posição confortável na Libertadores. O que se viu, no entanto, foi um roteiro de angústia. A vitória por 2 a 1, magra e insuficiente, soou como uma derrota amarga para a nação tricolor, que precisava de um saldo de três gols para sonhar com a classificação sem depender de calculadoras e rezas.

Longe do gramado, suspenso pelo terceiro cartão amarelo, o técnico Luis Zubeldía viveu seu próprio calvário. Inquieto, perambulando de um lado para o outro na tribuna, o argentino parecia sentir a pressão que emanava das arquibancadas. No campo, seu auxiliar, Maxi Cuberas, tentava orquestrar um time que, apesar de vitorioso no placar, parecia mentalmente frágil e desconectado da urgência do momento. A imagem do comandante impotente, assistindo de longe, foi a metáfora perfeita para a noite: um time que vence, mas não convence.

A paciência da arquibancada tem limite?

A lua de mel de Zubeldía com a torcida das Laranjeiras parece ter sido breve. Anunciado como a aposta para o futuro, com um contrato que se estende de 2025 a 2026, o argentino viu sua relação com a arquibancada se deteriorar rapidamente. O começo da Libertadores foi um balde de água fria nas pretensões do esquadrão de Laranjeiras.

O empate com o modesto Deportivo La Guaira e, principalmente, a derrota para o Independiente Rivadavia em pleno Maracanã, foram feridas que ainda não cicatrizaram. O grito de “burro”, ouvido em jogos recentes, e as vaias que se tornaram trilha sonora em alguns momentos, demonstram que o crédito do técnico está por um fio. A torcida do Fluminense, acostumada com a fineza e a glória, não tolera a mediocridade.

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Uma enquete realizada pelo portal Lance! com seus leitores joga luz sobre essa divisão. Questionados sobre o trabalho do técnico, a maioria, 69%, se divide entre as avaliações “bom” e “regular”. Apenas 10% consideram o trabalho “ótimo”, enquanto 16% o classificam como “ruim” e 5% como “péssimo”. Números que mostram uma torcida que ainda busca motivos para confiar, mas que já começa a olhar o futuro com desconfiança.

O dilema da diretoria: Brasileirão ou Libertadores?

Nos bastidores de Laranjeiras, o clima não é diferente. A avaliação sobre o trabalho de Zubeldía divide opiniões e coloca em xeque as prioridades do clube para a temporada. De um lado da balança, pesa o ouro: a campanha sólida no Campeonato Brasileiro. Manter-se na caça a Palmeiras e Flamengo no topo da tabela é um feito que agrada, e muito, a direção.

Do outro lado, no entanto, está a obsessão tricolor: a Copa Libertadores. A classificação ameaçada na competição continental irrita profundamente uma ala da diretoria. O motivo é claro e tem data: a vaga no Mundial de Clubes de 2029. Flertar com a eliminação na fase de grupos é visto como um fracasso inaceitável para um projeto que almeja o topo do mundo.

Por ora, Zubeldía ainda goza de um voto de confiança. A vitória, mesmo que aos trancos e barrancos, deu um fôlego ao argentino. A informação que circula é que uma demissão não está cravada, mesmo em caso de uma queda precoce na Libertadores. Mas que ninguém se engane: é um fio de esperança, não um cheque em branco.

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A calculadora na mão do tricolor: a matemática da classificação

A situação é complexa e exige do torcedor, além de fé, uma boa dose de matemática. Para que o Fluminense avance ao mata-mata da Libertadores, o caminho mais direto envolve uma combinação de resultados. Não dependemos mais apenas de nossas próprias chuteiras.

O cenário ideal para o Nense é o seguinte:

  • Passo 1: Vencer o La Guaira na última rodada, em um jogo que será uma verdadeira final.
  • Passo 2: Torcer fervorosamente para que o Bolívar empate ou perca para o já classificado Independiente Rivadavia.

Existe ainda uma rota mais tortuosa e improvável. Um empate nosso contra o La Guaira poderia servir, mas aí o cenário se complica. Precisaríamos de uma derrota do Bolívar para o Rivadavia e ainda dependeríamos de uma combinação de resultados no outro jogo do grupo. É o tipo de conta que o tricolor prefere não ter que fazer.

Todas as atenções, portanto, se voltam para esta quinta-feira (21), quando La Guaira e Independiente Rivadavia se enfrentam na Venezuela. Para o Fluminense, um empate ou uma vitória dos argentinos seria o resultado dos sonhos, um pequeno alívio antes da nossa própria batalha decisiva.

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O juízo final: Mirassol e La Guaira decidem o destino

O futuro de Luis Zubeldía será selado nos próximos dias. As duas próximas partidas são mais do que jogos; são um tribunal. O primeiro compromisso é já neste sábado (23), contra o Mirassol, fora de casa, pelo Campeonato Brasileiro. Depois, o confronto de vida ou morte contra o La Guaira pela Liberta.

A diretoria deixou claro: o desempenho valerá mais do que o resultado final. Eles querem ver um time com alma, com vontade, que honre as três cores que traduzem tradição. Querem ver a máquina tricolor funcionando, e não um amontoado de jogadores ansiosos. A forma como a equipe se portar nesses 180 minutos decisivos baterá o martelo sobre o destino do comandante argentino.

E você, torcedor das Laranjeiras? Acredita na virada? O trabalho de Zubeldía merece mais tempo ou a paciência, de fato, chegou ao fim? O Fluminense é maior que todos, e o que esperamos é um time que jogue à nossa altura. Que os próximos dias nos tragam as respostas. E, de preferência, as vitórias. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.