Noite de Libertadores, noite de Fluminense. E que noite, nação tricolor! O Maracanã foi, mais uma vez, o palco de um drama com o roteiro que só o Fluzão sabe escrever. Em uma partida decisiva pela quinta rodada da fase de grupos, sofremos, vibramos e, no fim, contamos com a estrela daquele que nasceu para decidir: John Kennedy.
A batalha contra o Bolívar foi um teste para os corações mais fortes. Começamos a partida com a intensidade que a Libertadores exige, mostrando quem manda no nosso templo sagrado. O esquadrão de Laranjeiras pressionava, sufocava, e o gol parecia uma questão de tempo.
Um Início Eletrizante e o Grito de Gol
Logo aos 5 minutos, a máquina tricolor já funcionava a todo vapor. John Kennedy, sempre ele, iniciou a jogada com uma pressão infernal na saída de bola adversária. O zagueiro Arreaga, coitado, sentiu o peso da camisa tricolor e entregou a bola nos pés de Nonato. A partir daí, foi uma avalanche.
Nonato, com a visão de jogo que lhe é peculiar, cruzou para Lucho Acosta, que teve a finalização bloqueada. Mas o Time de Guerreiros não desiste. Nonato persistiu, cruzou novamente, desta vez para Cannobio, que obrigou o goleiro Lampe a uma defesa espetacular. No rebote, porém, não havia o que fazer. A bola sobrou limpa para Lucho Acosta, que com a frieza de um veterano, estufou as redes de perna direita. 1 a 0 Fluzão! O Maracanã explodiu.
O Balde de Água Fria e a Tensão no Ar
Parecia que a noite seria tranquila, mas a Libertadores não permite soberba. Mesmo com o Fluminense dominando e criando mais chances, um descuido nos custou caro. Aos 23 minutos da primeira etapa, uma enfiada de bola encontrou Dorny Romero nas costas da nossa zaga. Ele ajeitou para Melgar, que chegou batendo de primeira, sem chances para o nosso paredão Fábio. Um gol doído, que silenciou o estádio por um instante.
Ainda houve a tortura do VAR, que para nossa angústia, validou o gol. O empate do Bolívar trouxe a tensão de volta ao Maracanã. Seria mais uma daquelas noites de sofrimento?
A Estrela de John Kennedy, o Iluminado
Veio o segundo tempo. A apreensão da torcida das Laranjeiras era palpável. Precisávamos de um herói, de um raio de esperança. E ele atende pelo nome de John Kennedy. O Predestinado.
A jogada começou pela esquerda, com o habilidoso Soteldo. Ele levantou a bola na área, que desviou caprichosamente no meio do caminho e encontrou ninguém menos que o nosso camisa 9. Sozinho, na marca do pênalti, John Kennedy não vacilou. Com a tranquilidade de quem sabe o que faz, finalizou de canhota, no cantinho, tirando qualquer chance do goleiro Lampe. Gol! Gol do Fluminense! Gol do nosso menino-herói!
O grito entalado na garganta da nação tricolor ecoou pelo Maracanã. Era o gol da vantagem, o gol da tranquilidade, o gol que nos colocava de volta no controle do nosso destino na competição. Uma vitória com a nossa cara: suada, dramática e decidida por um dos nossos.
Ficha Técnica da Batalha no Maracanã
- Competição: Copa Libertadores – 5ª Rodada da Fase de Grupos
- Data: Terça-feira, 19 de maio de 2026
- Horário: 19h (de Brasília)
- Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
- Onde Assistir: ESPN e Disney+
- Arbitragem:
- Árbitro: Andrés Matonte (URU)
- Assistentes: Andrés Nievas (URU) e Mathias Muniz (URU)
- VAR: Leodan González (URU)
Seguimos firmes na luta. Com essa garra e com a estrela de John Kennedy brilhando, podemos sonhar. Avante, Fluzão! Flu até morrer!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.