O ILUMINADO ESTÁ DE VOLTA: Fluminense escalado com John Kennedy para decisão no Maracanã

Com John Kennedy de volta, o Fluzão busca a vaga na Copa do Brasil. Confira a escalação completa para o duelo decisivo contra o Operário no Maracanã!

O Sussurro que Virou Grito no Maracanã

Uma cena, um instante, um murmúrio que percorreu as arquibancadas do Maracanã. O Fluminense tinha mais um pênalti a seu favor contra o Operário-PR, pela Copa do Brasil. Savarino, impecável na primeira cobrança, era a escolha óbvia. Mas quem caminha para a bola? Ele, o Urso, John Kennedy. O resultado, nós já sabemos: a bola não entrou. E a pergunta ecoou por cada canto do estádio: por quê?

Em um momento em que o Time de Guerreiros busca reencontrar sua mais sublime confiança, a decisão pareceu, à primeira vista, um ato de displicência. Mas no futebol, como na vida, nem tudo que parece, é. A explicação para o mistério não vem de teorias da conspiração, mas da boca dos próprios protagonistas: Savarino e o comandante Luis Zubeldía.

O Pacto de Confiança: A Palavra de Savarino

A nobreza não está apenas no brasão do Fluminense, mas nos atos de seus jogadores. Após o jogo, o venezuelano Savarino, com a classe que lhe é peculiar, desfez qualquer mal-entendido. Não houve insubordinação, mas sim um pacto de confiança.

“A gente se fala no treino, dentro do jogo, mas eu era o primeiro batedor hoje para bater o pênalti”, começou o camisa 17. E então, a revelação: “Eu já tinha feito um, o John me pediu e eu dei o pênalti para ele. Acontece, errou o pênalti, mas o mais importante é que a gente tem essa confiança, tanto eu para ele, como ele para mim”.

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Uma declaração que enterra polêmicas e exalta o espírito de grupo. Em um esquadrão onde um confia no outro a ponto de ceder uma cobrança capital, há algo de muito poderoso sendo construído. O erro de Kennedy é um detalhe; a união demonstrada, a história principal.

A Hierarquia do Comandante: A Lógica de Zubeldía

Se a explicação de Savarino acalmou os corações da nação tricolor, a do técnico Luis Zubeldía trouxe a lógica e a estratégia para a mesa. O argentino, em sua coletiva, foi cirúrgico ao explicar que nada ali foi fruto do acaso. Há método na máquina tricolor.

Zubeldía revelou a ordem pré-estabelecida para as penalidades:

  • 1º Cobrador: Savarino
  • 2º Cobrador: John Kennedy

“Nós sempre colocamos dois cobradores. Colocamos um responsável pelo pênalti, nesse caso o Savarino, e um segundo cobrador, que é o John Kennedy”, afirmou o treinador. A razão é simples e puramente tática: “Justamente por essa situação, por uma situação em que possamos ter dois pênaltis, por uma situação em que o Savarino não queira bater o segundo pênalti, ter uma opção concreta”.

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Para arrematar, o comandante ainda compartilhou uma de suas preferências: “Sempre gosto de colocar o centroavante como cobrador de pênaltis”. Está tudo em casa, tricolores. Há um plano. E John Kennedy, o nosso camisa 9, faz parte central dele.

Uma Classificação com Emoção Desnecessária

Apesar do drama do pênalti, a classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil veio. O Fluzão venceu por 2 a 1, mas não sem antes flertar perigosamente com o desastre. O placar foi aberto logo aos oito minutos, com a cobrança perfeita de Savarino. Parecia que seria uma noite tranquila.

No segundo tempo, Lucho Acosta, com a inteligência que lhe é característica, ampliou aos 3 minutos, praticamente selando a vaga. E foi aí que o time, inexplicavelmente, tirou o pé. O ritmo caiu, a concentração se esvaiu e o Operário-PR, valente, foi para cima.

O pênalti perdido por Kennedy foi o primeiro sinal de alerta. O segundo, e mais grave, foi o gol sofrido aos 37 minutos, numa falha de nossa zaga que permitiu a Felipe Augusto diminuir. A expulsão de Edwin Torres, do time paranaense, logo em seguida, foi uma bênção que evitou uma pressão final que, francamente, não teríamos necessidade de sofrer. A vitória veio, os três pontos foram garantidos, mas a lição fica: contra qualquer adversário, e principalmente antes de decisões na Libertadores, o Fluminense não pode se dar ao luxo de vacilar. A confiança é fundamental, mas a concentração é soberana. Flu até morrer!