A PROVA DEFINITIVA: Fluminense domina lista de Ancelotti e expõe a verdade sobre Xerém

Xerém mais uma vez prova seu valor! Fluminense e Flamengo lideram a lista de Ancelotti para a Copa, mas a história mostra quem realmente forma ídolos.

João Pedro e Vini Jr. em treino da seleção brasileira em Orlando — Foto: André Durão

Em um mundo onde cifras astronômicas tentam comprar a história, os fatos, teimosos como são, sempre encontram um jeito de colocar a nobreza em seu devido lugar. E a notícia da vez, caros tricolores, é um poema para a nossa alma. A pré-lista de 55 jogadores de Carlo Ancelotti para a Copa do Mundo de 2026 foi enviada à Fifa, e no topo da cadeia alimentar do futebol, onde se forjam os verdadeiros talentos, está o Fluminense Football Club.

Sim, o esquadrão de Laranjeiras, ao lado do nosso rival da Gávea, ostenta a marca de ser o clube que mais revelou atletas presentes nesta seleta lista. São sete crias de Xerém que encantam o técnico italiano. Um número que, por si só, já seria motivo de orgulho, mas que, ao ser dissecado, revela a abissal diferença entre formar atletas e simplesmente negociar ativos.

A Hegemonia de Xerém em Números

Os dados, divulgados pelo Globo Esporte, são claros e não deixam margem para interpretações clubistas (embora a nossa seja a mais lúcida, claro). Com sete jogadores formados em casa na lista de Ancelotti, o Fluzão divide a primeira posição com o Flamengo. Um empate técnico que, na prática, é uma vitória moral para a nossa filosofia.

Para se ter uma ideia da nossa magnitude, os clubes que vêm a seguir na lista — Athletico-PR, Cruzeiro, São Paulo e Palmeiras — aparecem com apenas quatro jogadores cada. Uma diferença considerável que sublinha a excelência do trabalho realizado em Xerém. Não é um acaso, é um projeto. Não é sorte, é competência.

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Essa lista, que até o momento teve 54 dos 55 nomes apurados, é mais um capítulo na gloriosa história da nossa academia de futebol, um testemunho irrefutável de que, quando o assunto é revelar craques, o Fluminense joga em outra prateleira.

Nossos Guerreiros na Lista do Italiano

Quando olhamos para os nomes que nos representam, o coração tricolor se enche de orgulho. A lista inclui, por exemplo, o zagueiro Thiago Silva. O Monstro, que embora tenha se profissionalizado no RS Brasil, teve a maior e mais importante parte de sua formação em nossas divisões de base. Ele é nosso. É cria de Xerém na alma e no DNA.

Thiago Silva não foi apenas um jogador que passou pelo clube; ele superou a marca de 100 jogos e nos deu o título da Copa do Brasil, cravando seu nome na nossa história. Ao seu lado, outro nome de destaque é Luiz Henrique, que também deixou sua marca com um título Carioca antes de brilhar na Europa. São exemplos de sucesso que nos enchem de orgulho.

Claro, a alma tricolor, sempre crítica e apaixonada, lamenta que o clube não tenha colhido ainda mais frutos com os outros cinco nomes da lista. É uma sina nossa, por vezes, ver o talento florescer e partir cedo demais. Mas a semente, e isso ninguém pode negar, foi plantada e regada em nosso solo sagrado.

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E o Rival? Uma Análise com Lupa (e uma Pitada de Ironia)

Do outro lado da ponte aérea da bola, o rival também comemora seus sete nomes. É justo reconhecer. Contudo, a natureza dessa revelação é, digamos, peculiar. A reportagem destaca dois casos emblemáticos: Lucas Paquetá e Samuel Lino.

Ambos deixaram o clube da Gávea ainda jovens, para depois retornarem como duas das contratações mais caras de sua história. Uma estratégia de ‘revelar para vender e depois recomprar por uma fortuna’ que, do ponto de vista da gestão de talentos, soa quase como uma comédia de erros financeiros. Segundo a apuração, Paquetá venceu dois estaduais em sua primeira passagem, em 2017 e, curiosamente, em 2026. Já Samuel Lino, em um feito de premonição esportiva, só foi campeão em seu retorno, conquistando a Libertadores e o Brasileiro de 2025. Datas que parecem ter vindo diretamente de um almanaque do futuro.

É um modelo. Não o nosso, evidentemente. Enquanto nós formamos ídolos com laços perenes, outros parecem formar ativos para o mercado, em um ciclo de compra e venda que beneficia mais os cofres alheios do que a própria galeria de troféus construída com a prata da casa.

O Legado de Xerém Contra o Modelo de Negócios

No fim das contas, o número frio — sete para cada lado — esconde a verdadeira história. De um lado, a Academia de Xerém, um projeto de formação humana e esportiva que consistentemente entrega ao futebol mundial jogadores de alto nível, com uma identidade e um carinho pelo clube que os formou.

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Do outro, um modelo de negócio poderoso, que usa seu poderio financeiro para corrigir os próprios erros, recomprando talentos que não soube ou não pôde segurar. Não há juízo de valor sobre qual é melhor, apenas a constatação de duas filosofias distintas. E nós, da nação tricolor, temos um orgulho imenso da nossa.

Que a lista de Ancelotti sirva de lembrete. No futebol, o dinheiro compra muita coisa. Compra jogadores, compra estrutura, compra visibilidade. Mas não compra a alma. Não compra a tradição. E não compra a arte de transformar meninos em guerreiros. Isso, meus caros, é um privilégio que o dinheiro não alcança. É um privilégio de ser Fluminense. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.