ARTILHEIRO ISOLADO: KENNEDY BRILHA, DESABAFA E FAZ APELO À NAÇÃO TRICOLOR

Apesar do brilho solitário de seu artilheiro, o Fluzão tropeçou. Agora, John Kennedy assume a voz e faz um apelo direto e emocionante à Nação Tricolor.

John Kennedy em Fluminense x Vitória — Foto: André Durão

Um gosto amargo de derrota no Maracanã

Há empates e empates. E o deste sábado, no Maracanã, contra o Vitória, teve o inconfundível e intragável sabor de derrota. Mesmo com um jogador se destacando, brilhando e tentando carregar o time nas costas, o Fluminense saiu de campo com um 2 a 2 que soa como um tropeço doloroso. O nome do herói solitário? John Kennedy. Com um gol e uma assistência, o Urso fez sua parte. Mas o futebol, essa arte coletiva por excelência, por vezes nos prega peças cruéis.

Ao final da partida, enquanto a torcida das Laranjeiras tentava digerir o resultado que nos impediu de alcançar a vice-liderança, foi o próprio camisa 9 quem deu o tom. Longe de se esconder ou usar clichês, Kennedy foi direto, lúcido e, acima de tudo, assumiu a posição de um líder. Ele verbalizou o sentimento de todos nós.

“A torcida não saiu com esse gosto de vitória. Acho que saiu realmente, assim como a gente, com gosto de derrota”, admitiu o atacante, em uma sinceridade que o torcedor aprecia. Ele sabe que o time propôs o jogo, mandou na partida, mas vacilou onde não podia. “Foram duas bolas deles e eles acabaram fazendo os dois gols.”

A Convocação do Artilheiro para as Batalhas Decisivas

Com a frieza de quem analisa o jogo de dentro, Kennedy apontou a ferida: as bolas paradas. “Precisamos ficar atentos nessas bolas paradas. Porque são justamente essas bolas que acabam causando problema. E foi assim que aconteceu hoje. Nos descuidamos em dois lances e sofremos dois gols. Acho que isso não pode voltar a acontecer”, diagnosticou, com a precisão de um cirurgião.

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Mas mais do que lamentar o leite derramado, o nosso artilheiro olhou para frente. Ele sabe que o calendário não perdoa e que as verdadeiras decisões se aproximam. Com o Brasileirão sendo momentaneamente colocado em segundo plano, Kennedy fez uma convocação direta, um apelo à Nação Tricolor para os confrontos de Copa que definirão nosso semestre: Operário, Bolívar e Deportivo La Guaira estão na mira.

“Eu só peço para o nosso torcedor que venha, que encha o estádio, porque o apoio da torcida é muito importante para nós. Que venha para apoiar, porque a nossa torcida é o nosso décimo segundo jogador, como sempre foi em 2023, em 2024 e também em 2025”, declarou, em um voto de confiança que transcende a temporada atual. É um pacto. É a união sagrada entre campo e arquibancada que nos fez campeões da América.

Os Números Não Mentem: O Urso Carrega o Time

A autoridade de John Kennedy para fazer tal apelo não vem do nada. Ela é forjada em gols, em desempenho, em ser o ponto de desequilíbrio de um time que, coletivamente, ainda oscila. Os números são a prova irrefutável de sua importância para o esquadrão de Laranjeiras nesta temporada.

  • Artilheiro do Fluminense na temporada: 11 gols
  • Recorde pessoal no clube: 12 gols (em 2023)
  • Posição na artilharia do Brasileirão: Vice-artilheiro com 7 gols
  • Distância para os líderes (Viveros e Pedro): Apenas 1 gol

Falta apenas um gol para que ele iguale sua melhor marca pelo clube. Ele é, sem sombra de dúvida, o protagonista ofensivo do Fluzão. Enquanto outros buscam seu melhor futebol, Kennedy entrega. E é por isso que sua voz ecoa com tanto peso. “Eu sei que a gente não está demonstrando em campo aquilo que vocês esperam, mas eu peço para vocês lotarem o estádio”, reforçou, mostrando a humildade de quem reconhece a fase, mas a coragem de quem não foge da responsabilidade.

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‘Entrar e Vencer’: O Mantra para a Glória

Com o empate, o Tricolor estacionou nos 27 pontos, permanecendo na terceira colocação e vendo a chance de dormir como vice-líder escapar pelos dedos. O rival da Gávea, com os mesmos 27 pontos, e o São Paulo, com 24, ainda jogarão na rodada, o que torna o cenário ainda mais incerto na liga nacional.

Mas, como bem disse Kennedy, é hora de virar a chave. O papo de “falta de confiança” ou “insegurança” foi rechaçado pelo camisa 9. Para ele, a receita é uma só, simples e poderosa, um mantra que deve ser repetido à exaustão em Laranjeiras.

“Não existe isso de insegurança. A gente tem que entrar em campo confiante no nosso trabalho. Temos que entrar em campo para ganhar, independentemente de insegurança ou confiança. A gente tem que entrar e vencer”, cravou. Essa é a mentalidade. É o espírito do Time de Guerreiros que precisamos. O recado do nosso artilheiro foi dado. Cabe ao resto do elenco e à torcida abraçarem a causa. As decisões nos esperam. E com John Kennedy nesse estado de graça e liderança, temos o direito de acreditar. Flu até morrer!

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Informações com base em reportagem do ge.globo.com.