A SANGria NÃO PARA: Zubeldía escala 6ª zaga diferente em 2 meses no Flu

Zubeldía escala a 6ª zaga diferente em dois meses! Com Jemmes e Millán, o Fluzão tem missão duríssima para estancar a sangria defensiva contra o Cruzeiro.

Zubeldía em Fluminense x La Guaira — Foto: André Durão

A SAGA DA ZAGA: DUPLA INÉDITA EM CAMPO

Ah, nação tricolor, preparem os corações. Quando pensamos que já vimos de tudo, o destino (e uma dose cavalar de azar) nos brinda com mais um capítulo de suspense. Neste domingo, contra o Cruzeiro, em pleno Mineirão, o Fluzão entrará em campo com uma dupla de zaga simplesmente inédita: Jemmes e Millán. Sim, você não leu errado. Sob o comando de Luis Zubeldía, esta será a sexta formação diferente que nosso sistema defensivo experimenta nos últimos dois meses. Uma verdadeira dança das cadeiras onde a música nunca para, e a gente só reza para não cair.

A partida, válida pela 18ª rodada do Brasileirão, está marcada para as 20h30 (de Brasília) e já carrega um peso dramático antes mesmo de a bola rolar. Não se trata de uma escolha tática, de uma genialidade do nosso ‘mister’. Trata-se de pura e simples necessidade, o tipo de situação que parece perseguir o Fluminense como uma sombra.

O QUEBRA-CABEÇA DE ZUBELDÍA: BAIXAS E IMPROVISO

Se o torcedor das Laranjeiras se pergunta o porquê de tanta instabilidade, a resposta vem do departamento médico e do tribunal desportivo. Zubeldía não poderá contar com Freytes, peça que vinha sendo titular, suspenso pelo terceiro cartão amarelo recebido na partida contra o Mirassol. Como se não bastasse, Ignácio, a outra opção, fraturou o quarto metacarpo da mão direita durante um treino. É ou não é para benzer o clube?

Com as opções se esgotando, o treinador argentino é forçado a apostar em Jemmes e Millán, uma parceria que nunca atuou junta e que terá a ingrata missão de se entrosar sob a pressão de um jogo crucial fora de casa. É a definição do improviso, um teste de fogo para os dois atletas e para a paciência da torcida tricolor, que já anda no limite.

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DEZ JOGOS, ZERO ‘CLEAN SHEETS’: A FERIDA QUE NÃO CICATRIZA

A preocupação não é gratuita. A defesa do Fluminense se tornou nosso calcanhar de Aquiles, uma ferida aberta que simplesmente não cicatriza. Já são dez jogos consecutivos em que saímos de campo com a nossa rede balançando. Dez partidas seguidas sem saber o que é um ‘clean sheet’, como dizem os ingleses. Uma eternidade para um clube da nossa grandeza.

O mais irônico é que nosso goleiro, o paredão Fábio, tem sido um dos poucos elogiados na maioria desses jogos, operando verdadeiros milagres. Mas nem mesmo ele consegue parar a sangria sozinho. A memória recente ainda dói: na vitória por 3 a 1 sobre o Deportivo La Guaira, na última quarta-feira, Jemmes e Freytes ouviram vaias da arquibancada após o gol venezuelano. Um sinal claro de que a paciência do torcedor está se esgotando.

ATAQUE QUE RESOLVE, DEFESA QUE COMPROMETE

Os números, ah, os números. Eles não mentem e, no nosso caso, contam uma história de desequilíbrio. O esquadrão de Laranjeiras ostenta o quarto melhor ataque do Campeonato Brasileiro, com 27 gols marcados. Somos uma máquina de criar e converter. O problema é que, do outro lado do campo, a situação é inversa.

Sofremos 22 gols até aqui. Façam as contas: nosso saldo é de apenas cinco gols positivos. Essa marca defensiva é a terceira pior entre os dez primeiros colocados da tabela. Na prática, isso significa que nosso brilhante ataque precisa fazer, no mínimo, dois gols por partida para termos alguma chance de vitória. É um fardo pesado, uma pressão constante que explica muito da nossa campanha irregular no campeonato.

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O DESAFIO NO MINEIRÃO: PARAR A MÁQUINA CELESTE

E para testar nossa nova e improvisada dupla de zaga, o adversário não poderia ser mais indigesto. O Cruzeiro vive uma fase esplêndida, embalado por uma sequência impressionante de resultados. Nos últimos 12 jogos que disputou, o time mineiro perdeu apenas uma vez. Eles virão com tudo, empurrados por um Mineirão que certamente estará lotado.

Caberá a Jemmes e Millán, sob a batuta de um Zubeldía que quebra a cabeça no banco, a missão hercúlea de parar um dos ataques mais eficientes da temporada. É um desafio monumental. A nação tricolor assistirá, entre a esperança e o receio, torcendo para que, desta vez, o roteiro seja diferente. Que a sexta tentativa seja a da sorte, e que a nossa defesa, finalmente, encontre a solidez que tanto precisamos. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.