ZUBELDÍA SE RENDE A MARTINELLI E CRAVA: ‘NÍVEL ACIMA’. FUTURO DO CRAQUE NO FLUZÃO EM JOGO?

O retorno de Martinelli foi mágico, e Zubeldía não poupou elogios: 'Impressionante'. Mas com a janela de transferências batendo à porta, o futuro do nosso craque é uma incógnita.

Martinelli conduz a bola pelo Fluminense contra o Deportivo La Guaira — Foto: LUCAS MERÇON / FLUMINENSE F.C.

O Retorno do Maestro que Faltava

Há jogadores, e há jogadores que são a alma de um time. Martinelli, para o Fluminense, pertence à segunda categoria. Seu retorno aos gramados na classificação para as oitavas da Libertadores não foi apenas uma boa notícia; foi uma epifania. Uma demonstração cabal de que a engrenagem da nossa máquina tricolor simplesmente funciona em outra rotação quando ele está em campo.

A recuperação, por si só, já desafiou a lógica médica. Uma lesão de grau 3 no músculo posterior da coxa, que afastaria um mortal comum por seis a oito semanas, viu nosso guerreiro de volta em menos de cinco. É a fibra de quem veste o manto tricolor, uma vontade que transcende o prognóstico. E ele não voltou para readquirir ritmo. Voltou para decidir.

Uma Atuação para Calar os Céticos

Durante 78 minutos, o que se viu foi uma aula. Foi como se ele jamais tivesse saído. No meio do caos, quando o time venezuelano ameaçava complicar uma noite que deveria ser de festa, Martinelli foi o farol. Com a serenidade dos predestinados, organizou o meio-campo, ditou o ritmo e, para coroar, serviu uma assistência primorosa para o segundo gol da vitória por 3 a 1. Ele não joga futebol, ele o rege.

Essa capacidade de manter a calma e a lucidez nos momentos de maior instabilidade é o que distingue um bom jogador de um verdadeiro craque. Martinelli é a personificação do equilíbrio, a peça que faz todo o resto se encaixar com perfeição.

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“Impressionante, está em um nível acima”: Zubeldía se Rende ao Craque de Xerém

Se a nação tricolor já sabia da importância de seu volante, agora temos a chancela do comandante. Luis Zubeldía, em sua análise pós-jogo, não economizou nos adjetivos e, em um momento de pura sinceridade, repetiu a palavra que resumia o sentimento de todos nós.

“Impressionante. Impressionante. Impressionante. Martinelli, como disse, traz um equilíbrio para a equipe. A necessidade de tê-lo é porque te dá equilíbrio na posição com bola, te dá equilíbrio na posição sem bola. Sobretudo para trás, é algo que o nível dele não dá para passar. Temos muito bons jogadores, mas Martinelli está em um nível acima”, exaltou o técnico. É o reconhecimento irrefutável de que nosso camisa 8 é, hoje, o coração pulsante do Fluzão.

O Fantasma da Janela de Transferências

E como tudo que é bom desperta cobiça, o retorno triunfal de Martinelli acontece em um momento delicado: às vésperas da abertura da janela de transferências. Não é segredo para ninguém que o volante é o ativo de maior valor de mercado em nosso elenco. Clubes italianos e ingleses já sondaram seu nome em outras ocasiões, e uma atuação de gala na Libertadores certamente reacende o alerta em toda a Europa.

O Fluminense, como clube, precisa cumprir metas financeiras, e a venda de jogadores é parte dessa equação. No entanto, a diretoria sabe que negociar Martinelli é vender a própria espinha dorsal do time. A ideia é clara: ele só sai por uma proposta irrecusável, daquelas que mudam o patamar financeiro do clube. O dilema é clássico: o dinheiro ou a glória?

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Lealdade Tricolor: Um Craque com os Pés no Chão

O que nos dá esperança é a postura do próprio jogador. Prestes a completar 25 anos em outubro e vivendo o auge da carreira, Martinelli nunca escondeu o sonho de jogar na Europa, algo legítimo para qualquer atleta de alto nível. Contudo, sua lealdade ao Nense é exemplar. Ele nunca forçou a barra, nunca criou um atrito. Pelo contrário.

Em entrevista, já declarou que seria uma honra passar a carreira inteira no clube que o formou. Essa postura, aliada ao seu desempenho, o transforma em um ídolo ainda maior. Ele entende o peso da camisa que veste.

Os números apenas confirmam sua grandeza. Cria de Xerém, é o jogador formado na base com mais partidas pelo clube: 317. É também quem mais nos defendeu na Libertadores. Com 16 gols, 20 assistências e títulos históricos no currículo, sua trajetória já está gravada em ouro e grená nas paredes de Laranjeiras.

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  • Títulos Conquistados:
  • Campeonato Carioca (2022 e 2023)
  • Conmebol Libertadores (2023)
  • Recopa Sul-Americana (2024)

A torcida tricolor celebra o retorno de seu maestro, mas o faz com um olho no campo e outro no calendário do mercado. A permanência de Martinelli é, hoje, tão importante quanto qualquer título. Que os deuses do futebol permitam que seu talento continue a nos encantar por muito tempo. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.