CANOBBIO LIDERA NOITE ÉPICA E SE DECLARA À TORCIDA: ‘ELES VIERAM POR NÓS’

Em noite de pura agonia e êxtase no Maracanã, craque uruguaio comanda o Fluzão, marca golaço e manda recado emocionante à nação tricolor.

Um Roteiro Digno de Maracanã: Agonia e Êxtase em Verde, Branco e Grená

Houve um tempo, meus caros tricolores, em que o apito final era o ponto culminante de uma partida de futebol. Na noite desta quarta-feira, no entanto, o Maracanã nos ensinou que o drama pode se estender para além dos 90 minutos. O Fluminense fez sua parte, com uma vitória por 3 a 1 sobre o modesto La Guaira, mas nossos olhos e corações estavam a milhares de quilômetros de distância, na Bolívia.

Os jogadores, exaustos, permaneceram no gramado. O silêncio tenso da nação tricolor era quebrado apenas pelo som dos rádios e das atualizações nos celulares. A classificação para as oitavas da Libertadores dependia de um tropeço do Bolívar contra o Independiente Rivadavia. E então, o milagre. Gols dos argentinos. O Maracanã, que antes prendia a respiração, explodiu em um grito uníssono de alívio e pura felicidade. Uma classificação com a cara do Time de Guerreiros.

O Uruguaio que Encantou a Noite

Em meio ao caos controlado e à tensão palpável, uma figura se agigantou: Agustín Canobbio. O uruguaio não apenas marcou um golaço, uma pintura que ajudou a construir o placar de 3 a 1, como também entendeu perfeitamente o espírito das Laranjeiras. Ao fim de tudo, com a vaga garantida, ele traduziu em palavras o sentimento de todos nós.

“A gente sempre falou que a gente tinha que se concentrar no (nosso) jogo, fazer o nosso trabalho e ganhar”, disse o craque à TV Globo, ainda no gramado. “Agora, desfrutar com a torcida, que era o que o grupo queria: levantar a torcida, como eles vieram apoiar no jogo passado e agora de novo, a gente sentiu. Temos que desfrutar um pouquinho”. Uma declaração de quem sabe o peso de nossa camisa e a força de nossa gente. A vaga, segundo ele, é nossa. Da torcida que nunca abandona.

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O Retorno do Maestro e a Preocupação que Persiste

A noite épica também marcou o retorno de uma peça fundamental em nosso tabuleiro: Martinelli. Após se recuperar de uma lesão na coxa esquerda, o volante trouxe a calma e a organização que tanto nos fizeram falta. Com ele em campo, o meio-campo ganhou um equilíbrio notável, diminuindo os espaços para os contra-ataques que vinham sendo uma dor de cabeça crônica.

Contudo, nem tudo foi motivo para soltar fogos. A dupla de zaga formada por Jemmes e Freytes nos proporcionou momentos de puro teste para cardíaco. Contra atacantes visivelmente limitados do time venezuelano, nossa defesa sofreu e demonstrou uma insegurança preocupante. Cada bola alçada na área era um convite ao desastre. É um ponto que o técnico Zubeldía, que até correu para abraçar os jogadores no terceiro gol, precisará ajustar com urgência para os desafios maiores que virão.

A Arbitragem e a Celebração Final

Como se não bastasse a emoção do placar alheio, ainda tivemos que lidar com as peculiaridades da arbitragem sul-americana. Aos 10 minutos do segundo tempo, Lucho fez uma jogada espetacular, enfileirou adversários e foi derrubado na área. Um pênalti claro como a luz do dia, ignorado pelo juiz e, pasmem, pelo VAR. Mais um obstáculo superado na marra.

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A celebração do terceiro gol, a obra-prima de Canobbio, já havia sido intensa. Mas nada se compara à explosão de alegria que tomou conta do estádio e do gramado quando a notícia da vitória do Independiente Rivadavia se confirmou. A imagem dos jogadores e da comissão técnica abraçados, comemorando junto à torcida, lavou a alma de cada tricolor. Foi a simbiose perfeita entre campo e arquibancada, um pacto renovado para as batalhas que nos aguardam. Que venham as oitavas. O Fluzão está vivo, e mais forte por ter sofrido junto.

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.