GUGA VESTE A CAPA DE LÍDER E MANDA RECADO À NAÇÃO TRICOLOR: ‘A GENTE SABE DA NOSSA RESPONSABILIDADE’

Em ano de afirmação, Guga assume o protagonismo que sempre sonhou no Fluzão e mantém a fé na classificação: 'muita esperança que vai dar certo'.

Guga, em Santos x Fluminense, pelo Brasileirão — Foto: Divulgação: Lucas Merçon / Fluminense

De Homem de Confiança a Pilar Indiscutível

No futebol, existem os jogadores para os treinos, os jogadores para os jogos e aqueles para as batalhas. Guga, nosso lateral-direito, sempre se encaixou com perfeição na última categoria. Era o nome que surgia quando a situação apertava, o guerreiro convocado para as missões mais espinhosas. Mas algo mudou. Em 2026, Guga cansou de ser apenas o herói das ocasiões especiais e decidiu, com a bola no pé e uma regularidade impressionante, assumir o papel que seu talento sempre demandou: ser o cara de todos os jogos.

Sob a batuta de Zubeldía, ele vive sua maior sequência como titular, transformando-se não apenas em uma peça importante, mas em um verdadeiro ponto de segurança no sistema defensivo do Fluzão. É a consolidação de um desejo antigo, como o próprio jogador revelou em entrevista exclusiva ao ge.

“Desde que cheguei aqui sempre trabalhei para viver isso, estar sempre jogando e ser um cara importante. Não só nos jogos decisivos e difíceis, mas durante toda a temporada. Dá um alívio e uma satisfação a mais”, confessou Guga. Ele ainda destacou a competição sadia pela posição: “É uma disputa muito boa ali na lateral, que um puxa o outro e não deixa o nível cair. Espero conseguir manter essa regularidade para ser o cara não só nos jogos difíceis, mas também na temporada.” Música para os ouvidos da nação tricolor.

As Batalhas que Forjaram um Guerreiro

Para entender o Guga de hoje, é preciso revisitar as trincheiras de onde ele saiu vitorioso. A memória do torcedor tricolor, sempre tão afiada, não se esquece. Ele estava lá, como titular, naquela tarde sublime de 2023, quando o esquadrão de Laranjeiras aplicou uma goleada histórica de 4 a 1 sobre nosso rival da Gávea para selar o título do Campeonato Carioca. Uma aula de futebol que ainda ecoa.

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Meses depois, na semifinal da Libertadores, no caldeirão do Beira-Rio, quem estava em campo na virada épica sobre o Internacional? Ele mesmo, Guga. Sua presença em momentos de alta voltagem tornou-se uma constante, uma espécie de amuleto para o Time de Guerreiros.

Até mesmo na final continental contra o Boca Juniors, quando não começou jogando, seu destino parecia traçado para o protagonismo. Entrou na prorrogação e, com um chute venenoso, carimbou a trave argentina, quase selando a Glória Eterna antes do apito final. Experiências como essa não se compram; elas moldam o caráter e preparam um jogador para ser mais do que apenas um atleta, mas uma liderança.

A Voz da Experiência e o Voto de Confiança

Com 131 jogos vestindo o manto tricolor, Guga não é mais um novato. É uma das vozes ativas e respeitadas no vestiário. A renovação de seu contrato até o final de 2029 é a prova cabal da confiança mútua entre jogador e clube. O Fluminense sabe que tem em seu elenco um líder nato, e Guga sabe que encontrou sua casa nas Laranjeiras.

Essa postura de liderança não é um personagem criado para as câmeras. Vem de berço, como ele mesmo detalha. “Desde a base eu tive esse papel de liderança. Fui capitão na base por onde passei. No profissional, lidei com muitas lideranças no meio do futebol. Sempre procuro absorver esse lado bom dos líderes. Acho que vai muito do natural da minha personalidade”, explicou o lateral.

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Em tempos de turbulência, ter uma figura como Guga, que chama a responsabilidade para si e inspira os companheiros, é um ativo inestimável. Ele é a personificação do espírito que queremos ver em campo: técnica, raça e um amor incondicional por nossas três cores.

Operação Libertadores: A Fé Inabalável do Nense

E falando em tempos de turbulência, a noite desta quarta-feira se apresenta como um desafio à altura da história do Fluminense. A situação no Grupo C da Libertadores é, para dizer o mínimo, desconfortável. Ocupar a terceira colocação, atrás de Independiente Rivadavia e Bolívar, era um cenário que o mais pessimista dos tricolores não ousaria imaginar no início da competição.

A matemática é cruel, mas clara. O Fluzão precisa vencer o Deportivo La Guaira e, simultaneamente, torcer para que o Bolívar não vença os argentinos, que já estão classificados como líderes da chave. Depender de terceiros é uma posição ingrata, mas no futebol, a esperança é a última que morre.

Guga, como não poderia deixar de ser, é o porta-voz dessa fé. Ele sabe da complexidade do torneio continental. “A Libertadores é um campeonato muito rápido, não dá tempo de recuperar. Dois jogos sem vencer já é um caos. Faltou virar essa chave do Brasileiro para a Libertadores”, analisou, com a lucidez de quem entende do riscado. Mas a frase final é a que deve guiar a nação tricolor: “Estamos tentando recuperar agora com muita esperança que vai dar certo.”

Se o nosso líder em campo acredita, quem somos nós para duvidar? A quarta-feira será de calculadora na mão e coração na boca. Mas com guerreiros como Guga à frente da batalha, sabemos que a luta será travada até o último segundo. Flu até morrer.

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.