Um Veredito Místico para a Noite Decisiva
Ah, a Libertadores. A competição que transforma homens em heróis e torcedores em poetas do desespero. Na iminência do confronto final pela fase de grupos, nesta quarta-feira (27), contra o Deportivo La Guaira, a nação tricolor busca respostas em todos os planos, inclusive no astral. E de lá, meus caros, chegam notícias. O vidente Luiz Filho, do canal Renascer das Cartas, jogou seu tarô e decretou: o Fluminense vencerá no Maracanã.
Contudo, que ninguém espere um passeio aristocrático em nossos domínios. Segundo a previsão do tarólogo, a vitória virá, mas será parida a fórceps. A ansiedade, essa velha inimiga, pode nos fazer tropeçar. A profecia aponta que o esquadrão de Laranjeiras, sob o comando de Zubeldía, tentará acelerar o jogo de forma desmedida, o que trará dificuldades inesperadas. Ainda assim, as cartas garantem: os Guerreiros superarão os obstáculos e sairão com os três pontos. Que os céus e o tarô estejam certos.
A Calculadora na Mão e o Rádio no Ouvido
Vencer, como sabemos, é apenas metade da equação. A nossa epopeia nesta fase de grupos nos legou a humilhante tarefa de depender de terceiros. Enquanto o Fluzão estiver batalhando em seu templo sagrado, nossos olhos e, principalmente, nossos ouvidos estarão a quilômetros de distância, no duelo entre Bolívar e Independiente Rivadavia.
A matemática é cruel, mas clara: para avançar ao mata-mata, o Tricolor precisa obter um resultado melhor que o do Bolívar. Se eles empatarem, um simples triunfo nosso basta. Se eles perderem, até um empate nos serve. Mas, se os bolivianos vencerem, nossa vitória terá sido em vão, um brinde amargo a uma campanha que deveria ter sido mais tranquila. É o roteiro clássico do sofrimento que parece perseguir o Nense.
Um Presente Inesperado dos Andes
Em meio a tanta tensão, um sopro de esperança veio de onde menos se esperava. A partida do nosso concorrente direto, que seria disputada nos 3.600 metros de altitude de La Paz, foi transferida para Santa Cruz de La Sierra. A razão? Questões de segurança na capital boliviana. Para o Bolívar, uma irritação profunda. Para nós, uma bênção.
Jogar ao nível do mar anula a principal arma dos bolivianos e equilibra o confronto contra o Independiente Rivadavia. Segundo apuração do portal Lance!, essa mudança de local elevou o otimismo em Laranjeiras. A expectativa de classificação, que antes flertava com o milagre, agora parece um pouco mais palpável. O destino, por vezes, nos oferece um sorriso irônico.
A Vergonha de Não Depender de Si
Apesar do otimismo renovado, um sentimento de incômodo paira sobre o clube. Lideranças internas, embora gratas pela ajuda inesperada, não escondem o desagrado. Um clube da grandeza do Fluminense não deveria chegar à última rodada da Libertadores com a calculadora na mão, rezando por um tropeço alheio.
É consenso nos bastidores que, apesar dos percalços e de algumas questões pontuais durante a campanha, a classificação já deveria estar assegurada. Chegar a este ponto, tratando o jogo como o mais importante do ano, é um atestado da nossa própria inconstância. É uma lição dura, que nos lembra que na Libertadores, a soberba e a displicência cobram um preço altíssimo. A vaga pode até vir, mas a reflexão sobre como chegamos até aqui é obrigatória.
Nesta quarta-feira, o Maracanã será palco de um drama em dois atos: o que acontece em nosso gramado e o que se desenrola a distância. Que a previsão de Luiz Filho se concretize, que a sorte nos acompanhe e que o Time de Guerreiros honre nossa história. Fluminense até morrer!
Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.