LUCHO ACOSTA É O DONO DO JOGO: Fluminense avança, mas falha de Jemmes quase põe tudo a perder

O argentino Lucho Acosta deu um show e garantiu o Fluzão na próxima fase da Copa do Brasil, mas um erro individual de Jemmes ligou o alerta máximo. Análise completa.

Time do Fluminense posado contra o Operário — Foto: André Durão

O Maestro Argentino e a Orquestra Desafinada

A nação tricolor pode respirar aliviada. O Fluminense está classificado na Copa do Brasil 2026, mas a noite foi um retrato fiel do que é ser Fluminense: uma montanha-russa de emoções, onde a genialidade flerta perigosamente com o desastre. No centro de tudo, como um farol em meio à neblina, esteve ele: Lucho Acosta.

O argentino não joga, ele rege. Em uma partida que poderia ter se complicado de forma trágica, Acosta chamou a responsabilidade para si. Marcou o seu gol, aquele que deu tranquilidade, e, não contente, sofreu o pênalti que abriu o placar. Foi o cérebro, o pulmão e o coração do Time de Guerreiros. Cada passe, cada drible, uma declaração de amor ao futebol bem jogado.

Até mesmo quando o destino tentou lhe pregar uma peça, com um cartão vermelho absurdo, a justiça prevaleceu. O VAR, tantas vezes nosso algoz, desta vez foi um mero espectador da correção óbvia. Lucho ficou em campo, para o nosso deleite e para o desespero do Operário. Foi, sem qualquer margem para discussão, o melhor em campo. Um maestro cercado por uma orquestra que, em alguns momentos, teimou em desafinar.

A Noite de Luz e Sombra de Nossos Guerreiros

Enquanto Acosta brilhava, o resto do esquadrão de Laranjeiras vivia um roteiro de contrastes. A defesa, por exemplo, foi um microcosmo da partida. De um lado, tivemos uma atuação segura de um de nossos zagueiros, que, após levar uma merecida bronca de Fábio por um erro de posicionamento, manteve a regularidade e não comprometeu.

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Do outro, a falha que não pode ser ignorada. Jemmes, que vinha fazendo uma partida superior à de seus concorrentes recentes, cometeu um erro capital. Um vacilo que permitiu ao Operário sonhar e que nos fez, por alguns minutos, temer o pior. O gol sofrido pesa, e muito, em sua avaliação. É o tipo de lance que mancha uma atuação e serve de lição para a sequência da temporada.

No gol, Fábio foi um espectador na maior parte do tempo, fazendo boas defesas quando exigido e sem qualquer culpa no gol sofrido. Nas laterais, tivemos um lado direito participativo na construção, com o jogador caindo por dentro e quebrando linhas, enquanto o lado esquerdo, apesar de participativo no ataque, deixou a desejar na marcação do gol adversário.

O Drama do Pênalti e a Volta dos que não Foram

O ataque também viveu sua própria novela. John Kennedy, o nosso Menino Rei, teve uma noite de protagonista. Correu, brigou, ajudou a desafogar a equipe e foi uma presença constante. Contudo, o pênalti perdido no segundo tempo foi um balde de água fria. Um lance que, por sorte, não custou a classificação, mas que adicionou uma dose de drama desnecessária. A boa atuação geral não apaga o susto.

Curiosamente, o primeiro pênalti foi convertido por um jogador que andava sumido, mas que reapareceu para ser diferencial. Uma cobrança segura, que nos faz perguntar: não deveria ter sido ele o batedor do segundo? Uma questão para o vestiário.

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Vimos também a volta de um de nossos meias de lesão, e em grande estilo. Com a assistência para o gol de Acosta, mostrou que está recuperando o ritmo e será fundamental. Em contrapartida, outros que entraram, como Ganso, pouco acrescentaram, tocando poucas vezes na bola e sem conseguir mudar o panorama de um segundo tempo que se arrastava.

O Dedo (e o Susto) do Técnico

Do banco, o nosso comandante viu um primeiro tempo de manual. O Fluzão controlou, criou e foi para o intervalo com uma vantagem merecida. O plano parecia perfeito. A máquina tricolor, enfim, engrenava com tranquilidade.

No entanto, o segundo tempo foi um teste para os corações da torcida das Laranjeiras. O pênalti perdido por Kennedy foi o gatilho para o crescimento do Operário. O time paranaense ganhou confiança, achou um gol em uma falha nossa e o que era para ser uma noite tranquila virou um sufoco. As substituições não surtiram o efeito imediato esperado, com jogadores importantes como Ganso sendo pouco acionados.

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A classificação veio, e é o que importa. Mas a lição fica. Contra adversários mais qualificados, a margem para erros como o de Jemmes ou para chances desperdiçadas como o pênalti de Kennedy será zero. Avançamos, sim. Mas com a certeza de que há muito a corrigir. Que a genialidade de Acosta não precise ser, sempre, a nossa única tábua de salvação. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do ge.globo.com.