Zubeldía Decifra o Enigma: A Verdade Sobre John Kennedy no Banco do Fluzão

O mistério acabou! Zubeldía abre o jogo e revela a surpreendente razão para John Kennedy ser o '12º jogador' do Fluzão. Entenda a tese do argentino.

A Pergunta que Vale um Milhão: Por que John Kennedy não é Titular?

Mais uma noite de Libertadores, mais um roteiro que a nação tricolor já começa a decorar. O time domina, cria pouco, sofre um gol que parece prenunciar o apocalipse e, então, do banco de reservas, surge ele. O Urso. John Kennedy entra e, com a naturalidade de quem pede um café, resolve a parada. O gol salvador contra o Independiente Rivadavia, que nos mantém respirando na competição, ecoou uma pergunta em cada canto do planeta onde bate um coração tricolor: por que, céus, nosso talismã não começa jogando?

A resposta, ou ao menos a tentativa de uma, veio do próprio comandante do esquadrão de Laranjeiras. Em sua coletiva pós-jogo, Luis Zubeldía, o estrategista argentino, abriu o jogo e expôs a sua tese. Uma lógica que divide opiniões entre a genialidade pragmática e a teimosia arriscada. Para o técnico, a condição de ’12º jogador’ de Kennedy não é um demérito, mas sim sua maior virtude.

A Tese de Zubeldía: Uma Arma Secreta ou Roleta-Russa?

Com a serenidade de um filósofo, Zubeldía defendeu sua escolha. Para ele, o camisa 9 é uma peça rara, um especialista em mudar o rumo de batalhas que parecem perdidas. A explicação merece ser lida com atenção, torcedor.

“Eu confio em todos os jogadores, mas tenho que tomar decisões. Eu acho que o John Kennedy é um jogador que entra muito bem, muda o ataque quando a partida está difícil. É uma das qualidades principais dele”, iniciou o treinador, validando o que todos nós vemos da arquibancada ou do sofá.

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E continuou, aprofundando sua linha de raciocínio: “Sempre entra bem, isso tem valor. É difícil encontrar jogadores que entram bem. Quando é titular muitas vezes se desgasta, as defesas rivais estão mais fechadas, mais difíceis. Quando entra sempre vai bem”.

A lógica é clara: para que expor sua arma mais letal desde o início, contra defesas organizadas e com a energia no máximo? A estratégia é guardá-lo para o momento de caos, para o segundo tempo, quando o cansaço do adversário abre as brechas que só um predestinado como Kennedy sabe farejar. É uma aposta alta, um jogo de xadrez que nos deixa com os nervos à flor da pele a cada partida.

Um Filme de Suspense com Final Repetido

A análise do técnico ganha contornos de realidade quando rebobinamos a fita do jogo. O primeiro tempo foi um monólogo do Fluminense. Posse de bola estéril, um domínio que não se traduzia em perigo. O Tricolor tocava, tocava, mas parecia incapaz de furar o bloqueio argentino. Do outro lado, o Independiente Rivadavia, com uma receita simples e indigesta: contra-ataques e bolas paradas. Cada escanteio, cada falta lateral, era um calafrio na espinha da torcida das Laranjeiras.

A segunda etapa, como descreveu a crônica, foi cruel. A ameaça aérea, que já rondava nossa área, materializou-se em desastre. Gol de Arce. O placar adverso na Argentina acendia todos os sinais de alerta. A classificação, antes uma obrigação, parecia escorrer por entre os dedos.

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Foi então que o roteiro mudou. Zubeldía acionou sua cavalaria. As entradas de John Kennedy e do habilidoso Soteldo foram como uma injeção de adrenalina na máquina tricolor. O ‘baixinho’, como um dínamo, infernizou a defesa adversária pela ponta, empurrando o time rival para seu próprio campo. O Nense, enfim, mostrava os dentes. E em uma bola que sobrou na área, lá estava ele. John Kennedy. O homem certo, na hora certa. Um chute, um gol, um suspiro de alívio e a decisão transferida para o templo sagrado do Maracanã.

‘Seguimos Vivos’: A Promessa de Batalhas no Maracanã

Apesar do sufoco, Zubeldía avaliou a performance de forma positiva, um otimismo que busca contagiar a todos nós. “A partida de hoje foi muito equilibrada. O Independiente com a bola parada e as jogadas de lateral tinha situações de gol, mas fizemos um bom jogo. Gostei do que fez a equipe, como jogaram”, afirmou o comandante.

A frase mais importante, no entanto, foi a que serviu de arremate: “Seguimos vivos e temos dois jogos como mandantes”. É a isso que nos apegamos. O destino do Fluzão na Libertadores será decidido em nossa casa, com o apoio da nossa gente. A estratégia de Zubeldía com Kennedy será testada novamente, e a esperança é que, seja como titular ou vindo do banco, o Urso continue sua saga de herói.

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A questão permanece no ar, alimentando as mesas redondas e as conversas de bar. Manter Kennedy como um ‘super substituto’ é a chave para o sucesso ou um risco desnecessário que flerta com a eliminação? A resposta, talvez, só o tempo e os próximos capítulos desta Libertadores poderão nos dar. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.