ZUBELDÍA SOB PRESSÃO: A ‘FINAL’ NO MARACANÃ QUE PODE SALVAR O FLUMINENSE

Vaiado e chamado de 'burro', Zubeldía encara o Operário-PR como um teste de fogo. É vencer ou mergulhar de vez na crise antes da Libertadores.

Do Empate Amargo aos Gritos de ‘Burro’

A paciência, virtude que a nobre torcida tricolor costuma ostentar, parece ter se esvaído no último sábado. O empate em 2 a 2 com o Vitória, no Maracanã, soou como uma derrota acachapante. As vaias que ecoaram pelo templo sagrado do futebol foram a trilha sonora de um descontentamento crescente, culminando em gritos de ‘burro’ direcionados ao técnico Luis Zubeldía. Uma cena que, para o torcedor do Fluminense, é tão desagradável quanto um terno mal cortado.

A pressão, antes uma brisa, agora é um vendaval. O Time de Guerreiros, que nos acostumou a noites de glória, agora flerta perigosamente com a inconsistência. E é neste cenário de cobranças e desconfiança que o Fluzão se prepara para um confronto que vale muito mais do que uma simples classificação.

Um Ensaio de Gala para a Glória Eterna

Nesta terça-feira (12), às 21h30, o Maracanã será palco do jogo de volta da terceira fase da Copa do Brasil contra o Operário-PR. Em teoria, um duelo para carimbar o passaporte. Na prática, um teste de fogo, um ensaio geral para as verdadeiras batalhas que se avizinham na Copa Libertadores.

A matemática na competição continental é cruel e não permite vacilos. Para dependermos apenas de nossas próprias forças na última rodada contra o La Guaira, precisamos de uma vitória por, no mínimo, três gols de diferença contra o Bolívar, também em nossos domínios. Portanto, a partida contra o time paranaense não é apenas um jogo; é uma declaração de intenções. É a chance de mostrar à América que o campeão ainda vive e respira.

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A ideia de Luis Zubeldía, com a sabedoria que se espera de um comandante, é clara: nada de poupar. É hora de colocar em campo a força máxima, o esquadrão de Laranjeiras em sua plenitude. O objetivo é duplo: recuperar a confiança abalada e, principalmente, reencontrar o futebol vistoso e eficaz que parece ter se perdido em algum lugar de 2024.

Copa do Brasil: A Taça Esquecida e o Cofre Aberto

Que a Libertadores é a nossa obsessão, ninguém duvida. Mas um clube da estirpe do Fluminense não pode se dar ao luxo de desprezar competições. A Copa do Brasil, que não erguemos desde o longínquo ano de 2007, representa uma ferida aberta no orgulho tricolor. Já passou da hora de trazê-la de volta para Laranjeiras.

Além do prestígio esportivo, há o fator financeiro. Em tempos de orçamentos apertados, a premiação milionária oferecida pelo torneio nacional é mais do que bem-vinda; é indispensável. Cada fase avançada significa um alívio para os cofres e mais capacidade de investimento para manter a máquina tricolor competitiva. Tratar a Copa do Brasil como prioridade não é apenas uma questão de honra, é de inteligência.

A Palavra do ‘Mister’: O Apelo de Zubeldía à Nação Tricolor

Após o frustrante empate contra o Vitória, o técnico argentino não se escondeu. Em suas palavras, notou-se o reconhecimento do momento delicado e, mais importante, um apelo àqueles que nunca abandonam o clube: a torcida das Laranjeiras.

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Zubeldía foi cirúrgico em sua análise: “Nós nos acostumamos a ganhar aqui. Sofrendo, jogando bem, goleando, virando jogos, marcando gols no fim. Tem equipes grandes, equipes menores, equipes brigando contra o rebaixamento, times como o Vitória, que são duros. Mas já faz alguns jogos que não conseguimos ter a consistência defensiva e ofensiva que tínhamos em outro momento, e precisamos superar isso.”

Ele sabe, como nós sabemos, que a força do Fluminense emana das arquibancadas do Maracanã. E foi direto ao ponto sobre o que nos espera: “Na Libertadores, o torcedor vai comparecer porque sabe que são duas finais. E sem vencer a primeira, não existe a segunda final.”

A mensagem é clara. A ‘primeira final’ começa simbolicamente nesta terça-feira. É o momento de afinar a orquestra, ajustar os ponteiros e preparar o espírito para a sequência decisiva que teremos em casa. Dos próximos seis jogos antes da pausa para o Mundial de Clubes, quatro serão no nosso salão de festas. É a nossa grande chance de virar o jogo e salvar o semestre.

O Veredito do Maracanã

O confronto contra o Operário-PR será um termômetro. Ele medirá a febre do time, a capacidade de reação e a sinergia com a torcida. Uma vitória convincente não apenas garante a classificação, mas também acalma os ânimos, devolve a confiança e mostra aos adversários que o Fluminense está pronto para as decisões. Uma atuação hesitante, por outro lado, pode aprofundar a crise e tornar a atmosfera ainda mais pesada para as ‘finais’ da Libertadores.

Cabe aos nossos guerreiros, sob o comando de um pressionado Zubeldía, dar a resposta em campo. E a nós, nação tricolor, cabe fazer o que sempre fizemos: apoiar, cantar e transformar o Maracanã em um inferno para os adversários. Que comece o ensaio para a glória. Flu até morrer!

Informações com base em reportagem do www.lance.com.br.