O MAESTRO VOLTOU: Ganso é a esperança do Fluminense para decisão na Copa do Brasil

Com o Maestro de volta, o Fluzão busca a redenção e a vaga na Copa do Brasil. A nação tricolor respira aliviada para a decisão no Maracanã.

Um Sabor Amargo de Vitória no Maracanã

A classificação para as oitavas de final da Copa do Brasil veio. O placar de 2 a 1 sobre o Operário-PR, no papel, cumpre o objetivo. Mas o que se viu no Maracanã nesta terça-feira foi um espetáculo de apatia, um futebol burocrático que, em vez de aplausos, rendeu uma sonora e justíssima vaia da nação tricolor. Passamos de fase, sim. Mas a que custo? A imagem deixada pelo time de guerreiros foi de uma equipe sonolenta, que flerta perigosamente com o desastre.

O Fluzão, que deveria impor a nobreza de suas três cores, entrou em campo com um ânimo digno de um amistoso de pré-temporada. Os erros se acumulavam, a criatividade era nula, e a sensação era de que a qualquer momento o castelo de cartas poderia desmoronar. Uma noite para esquecer, mas que precisa, urgentemente, servir de lição.

Um Gol Cedo e a Complacência Habitual

A partida até começou de forma promissora para o esquadrão de Laranjeiras. Logo aos oito minutos do primeiro tempo, um pênalti foi marcado a nosso favor. Savarino, com a frieza que se espera, deslocou o goleiro e abriu o marcador. Parecia o roteiro perfeito para uma noite tranquila, onde a máquina tricolor construiria uma vitória com autoridade.

Doce ilusão. Após o gol, o time simplesmente desligou. O ritmo caiu vertiginosamente, e o Fluminense, em uma atitude inexplicável, convidou o Operário para o jogo. A equipe paranaense, que nada tinha a perder, cresceu, tomou conta do meio-campo e passou a ameaçar a meta defendida por Fábio. O que era para ser um passeio no parque virou um teste de paciência para o torcedor.

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Acosta Amplia, Mas o Alerta Já Soava

Ainda na primeira etapa, aos 37 minutos, o destino nos deu um segundo presente. Lucho Acosta, o maestro argentino, aproveitou uma bola sobrada na área e, com a categoria de sempre, tirou do goleiro Vagno para fazer 2 a 0. Era o gol que, em teoria, liquidava a fatura e selava a classificação.

No entanto, a vantagem confortável apenas acentuou a letargia do Tricolor. Com o resultado na mão, a equipe deu o jogo por encerrado antes do apito final. Uma postura irresponsável, especialmente para um time que precisa desesperadamente de confiança para a sequência decisiva que se avizinha, incluindo a Libertadores.

O Erro Capital de Jemmes e o Sufoco Desnecessário

O segundo tempo foi a crônica de um desastre anunciado. A equipe tirou completamente o pé do acelerador. E, como diz a velha máxima do futebol, a bola pune. Aos 37 minutos da etapa final, veio o erro que quase custou caro. Em um cruzamento despretensioso, a bola passou à frente de Jemmes. O zagueiro, em um lance de passividade assustadora, simplesmente observou a bola passar, ao invés de fazer o corte óbvio. Felipe Augusto, que não tem nada com isso, agradeceu e diminuiu para o Operário.

O gol dos visitantes incendiou o jogo e trouxe um pânico desnecessário ao Maracanã. A sorte do Fluminense foi que, logo em seguida, o jogador Edwin Torres foi expulso, freando o ímpeto do adversário. Não fosse por isso, os minutos finais seriam de um sufoco excruciante contra um adversário tecnicamente muito inferior.

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Hércules: Um Guerreiro em Meio ao Deserto

Em uma noite de atuações para serem esquecidas, um nome brilhou solitariamente. Hércules foi um verdadeiro leão. O volante correu por todos, se desdobrou na marcação, apareceu no ataque e foi um sopro de energia em meio a um time apático. Foi o único que pareceu entender a importância de vestir o manto tricolor, uma ilha de dedicação em um oceano de displicência.

Enquanto seus companheiros caminhavam em campo, Hércules lutava. Uma atuação que merece aplausos, mas que também expõe a falta de comprometimento do resto da equipe.

Ficha Técnica: Fluminense 2 x 1 Operário-PR

  • Competição: Copa do Brasil – Jogo de Volta da 5ª Fase
  • Data e Horário: 12 de maio de 2026, às 21h30 (de Brasília)
  • Local: Estádio do Maracanã, Rio de Janeiro (RJ)
  • Gols: Savarino (FLU, 8’/1T), Acosta (FLU, 37’/1T), Felipe Augusto (OPE, 37’/2T)
  • Cartões Amarelos: Guga, Jemmes, Acosta (FLU); Cuenú, Aylon, Edwin Torres (OPE)
  • Cartão Vermelho: Edwin Torres (OPE)
  • Árbitro: João Vitor Gobi (SP)

Escalações

FLUMINENSE (Técnico: Luis Zubeldía)

  • Fábio; Guga, Jemmes, Freytes e Arana; Nonato (Bernal), Hércules e Acosta (Ganso); Savarino, Canobbio (Serna) e John Kennedy (Castillo).

OPERÁRIO-PR (Técnico: Luizinho Lopes)

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  • Vagner; Doka, Cuenú, Miranda e Moraes (Gabriel Feliciano); Índio (Neto Paraíba), Vinícius Diniz (Felipe Augusto) e Boschilia; Berto (Pedro Vilhena), Pablo e Aylon (Edwin Torres).

O Futuro e a Chegada de Hulk

Agora, as atenções se voltam para o sábado, dia 16, quando enfrentaremos o São Paulo pelo Brasileirão. Uma partida que marcará a apresentação oficial do atacante Hulk à torcida tricolor. A pergunta que fica no ar é: que Fluminense receberá seu novo astro? O time apático e vaiado desta terça, ou uma equipe disposta a honrar sua história? A classificação veio, mas a preocupação é imensa. Flu até morrer, sempre. Mas precisamos de mais, muito mais.