Ah, nação tricolor! O Fluminense, nosso eterno Time de Guerreiros, se vê novamente diante de um daqueles desafios que só o Fluzão sabe enfrentar. A Conmebol Libertadores, essa senhora tão desejada, nos coloca à prova mais uma vez. Após um primeiro turno que não nos trouxe as vitórias esperadas, com três jogos sem triunfo, a missão de buscar uma vaga nas oitavas de final parece, à primeira vista, um feito para poucos. Mas quem disse que o Nense não é feito de feitos?
Precisamos de um returno quase perfeito, sim. Mas se tem algo que o Fluminense nos ensinou ao longo de sua gloriosa história, é que o impossível é apenas uma questão de perspectiva. E, para nos inspirar, não faltam exemplos dentro de nossa própria casa, em Laranjeiras, ecos de um passado recente que nos enchem de orgulho e esperança.
A Missão (Quase) Impossível na Atual Libertadores
O cenário atual exige de cada tricolor um coração forte e a fé inabalável. Com a fase de grupos avançada, a calculadora já está ligada e os nervos à flor da pele. Não ter vencido nenhum dos três primeiros compromissos na competição é um fardo, é verdade, mas também um catalisador para a virada que tanto ansiamos. O caminho para as oitavas de final é estreito, mas não intransitável. É preciso jogar com a alma, com a técnica e com a garra que nos são peculiares.
Para alcançar a tão sonhada classificação, o Fluminense ainda tem a possibilidade de somar dez pontos, caso vença as três partidas restantes. Isso inclui triunfos essenciais contra o Independiente Rivadavia-ARG e o Deportivo La Guaira-VEN. E, como se não bastasse, uma vitória por mais de dois gols contra o Bolívar-BOL no Maracanã se faz necessária. É um roteiro digno de cinema, e o Fluzão, como sempre, é o protagonista.
O Retorno Triunfal de 2011: Uma Lição de Persistência
E quando a situação aperta, o que fazemos nós, torcedores tricolores? Olhamos para trás, para as páginas douradas de nossa história, onde o Fluminense já escreveu roteiros ainda mais dramáticos. Em 2011, por exemplo, sob a batuta de craques como Fred, Conca e Deco, o Tricolor das Laranjeiras viveu um enredo que parece ter sido talhado para os dias de hoje.
Naquela edição da Libertadores, o Fluminense passou o primeiro turno sem sentir o doce sabor da vitória. Empates em casa com Argentinos Juniors e Nacional-URU, e uma dolorosa derrota para o América-MEX fora de seus domínios, deixaram o Nense com apenas dois pontos ao fim da primeira metade da fase de grupos. Os argentinos ostentavam sete pontos, enquanto os mexicanos somavam seis. Era um abismo, mas não para o Time de Guerreiros.
A Virada Heroica: Gols e Emoção à Flor da Pele
A recuperação começou em um jogo que fez o coração tricolor bater mais forte, no Nilton Santos. Enfrentando novamente o América-MEX, o Fluminense protagonizou uma virada épica de 3 a 2, com gols de Gum, Deco e Araújo. Foi a primeira vitória na competição daquele ano, um alento, um sinal de que a chama ainda ardia. Aquele jogo não foi apenas um resultado, foi um grito de que o Fluzão não se entregaria.
Contudo, a jornada do guerreiro é feita de altos e baixos. No jogo seguinte, um balde de água fria nos atingiu: derrota por 2 a 0 para o Nacional-URU fora de casa, com Santiago Garcia balançando as redes duas vezes. Os uruguaios, que haviam terminado os três primeiros jogos com apenas um ponto e na lanterna do Grupo C, ressurgiam na briga, enquanto o Fluminense chegava à sexta e decisiva rodada em último lugar. O cenário era desolador, mas não para quem veste verde, branco e grená.
O Impossível Cenário da Última Rodada e o Milagre Tricolor
Pela frente, na Argentina, contra o Argentinos Juniors, a situação parecia, para os meros mortais, impossível. O Fluminense precisava de uma vitória fora de casa, algo que não havia conquistado até então naquela Libertadores, e ainda dependia de resultados paralelos. Se o América-MEX vencesse o Nacional no Uruguai, uma vitória simples bastaria. Mas e se não? Ah, a Libertadores adora um drama!
Caso o outro jogo terminasse empatado, o nosso ‘Time de Guerreiros’, alcunha que se solidificou após os feitos de 2009 e 2010, precisaria vencer por dois gols de diferença para superar o saldo do Nacional e garantir a segunda vaga do grupo. Era uma tarefa hercúlea, um desafio que muitos considerariam intransponível. Mas o time treinado por Enderson Moreira, com a mística tricolor, fez o milagre acontecer mais uma vez.
Após sofrer o empate em duas ocasiões, a máquina tricolor não se abateu. Rafael Moura ampliou o placar, e, já nos acréscimos do segundo tempo, aos 45 minutos, Fred, o nosso eterno camisa 9, marcou de pênalti. O gol foi um misto de alívio, êxtase e a confirmação de uma classificação improvável. Aquele momento se eternizou na memória de cada um de nós, torcedores, culminando em uma briga generalizada após o apito final, com direito à tentativa de soco do zagueiro Gum, que viraria canção nas arquibancadas. O Fluminense terminou aquela fase de grupos em segundo lugar, com oito pontos, atrás do América-MEX, provando que a fé e a luta podem mover montanhas.
Próximo Desafio: Independiente Rivadavia, Onde Assistir
O espírito de 2011 é a bússola que aponta para o futuro. A lição de que nunca se deve desistir, de que cada jogo é uma final, ressoa mais forte do que nunca nas Laranjeiras. A atual geração de guerreiros tem nos pés a chance de reescrever um novo capítulo de glória, inspirados por aqueles que vieram antes e mostraram que a camisa tricolor tem um peso e uma história que transcendem o campo de jogo.
O primeiro passo dessa nova jornada rumo à virada histórica será dado nesta quarta-feira, um duelo que promete ser de tirar o fôlego:
Onde assistir ao confronto decisivo
- Partida: Fluminense x Independiente Rivadavia
- Local: Estádio Malvinas Argentinas, Mendoza, Argentina
- Data: Quarta-feira
- Horário: 21h30 (de Brasília)
- Transmissão: TV Globo
- Acompanhamento em tempo real: ge
Que a mística tricolor nos guie. Que a garra de 2011 inspire cada jogador em campo. E que a nação tricolor, do alto de sua paixão, empurre o Fluzão rumo a mais uma classificação épica na Libertadores. Flu até morrer!
Informações com base em reportagem do ge.globo.com.